quarta-feira, 29 de abril de 2009

Entrevista com André, do estúdio Overdrive

Computador em manutenção não vai me impedir de atualizar a patota aqui. Preparei uma entrevista bacana com o André, do estúdio Overdrive e ex-Mentecapto, para saber como que estão rolando as gravações das bandas independentes de Mogi e região. Além disso, falamos das preocupações das bandas na hora de gravar, qualidade, produção e, por que não, da cena.


Vejam o que acham.

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• Você comanda o estúdio de gravação Overdrive há alguns bons anos. Mudou muita coisa nesse tempo, em relação a aparelhagem, produção, experiência e bandas?
O estúdio funciona desde setembro de 2005. Muitas coisas mudaram desde aquele tempo, mas o que mais mudou, e mudou muito, foi minha experiência com gravação, e, consequentemente, o aprimoramento e qualidade delas. Depois de muitos erros, bolas fora, bolas na trave, axézeiros, pagodeiros, funkeiros, sambistas, Metaleiros, freaks em geral, maluquices aos montes e o que mais você imaginar, a coisa acabou melhorando, devido a necessidade e prática. Posso dizer que 4 anos depois e ter começado nesse ramo, sou satisfeito com o que sai gravado daqui do estúdio, levando em conta, claro, o equipamento que tenho, que não chega a 1 % do que eu gostaria. Alguns equipamento melhores foram adquiridos, tais como microfones, pré-amps, amplis, plug-ins e algo mais. Nunca fiz curso de gravação nem nada parecido, mas tenho buscado incessantemente a melhora da qualidade, e ainda almejo gravar algo num nível Queens of the Stone Age. Sonho alto, mas vai rolar.

• Você tem noção de quantas bandas e quantos álbuns você já gravou?
Cara, pensando meio por cima, talvez já tenho gravado umas 150 bandas, e uns 100 cantores e cantoras, fora outras coisas, tipo jingles políticos, narrações, pregações, criancinhas cantando, e outras doideras.

• Você gravou vários tipos de bandas. Você sente alguma carência de produção nelas? Da figura do produtor?
Quanto à carência de produção nas bandas, acho que falta MUITA e a carência é total, porém, essa é uma discussão que engloba não só o aspecto banda e membros, mas todo o aspecto cultural atual do país em relação á musica independente. É uma conversa longa que deve ser discutida em vários pontos. Sobre o produtor,acho que em 98% das bandas, falta sim uma pessoa com mais conhecimento técnico e senso musical pra orientar a parada toda. Aqui eu acabo dando uma força pra galera que não sabe o que fazer. Geralmente, o pessoal é bem inexperiente, mas não os culpo, afinal nosso país tem uma estrutura pífia pra esse tipo de conhecimento e mercado, e acabamos todos sendo afetados por isso.

• O que as bandas que vão gravar hoje esperam da gravação? O quanto você percebe que as bandas se preocupam com a qualidade, uma boa mixagem, pré-produção, gravação, tempo e dinheiro gastos.
Ninguém tem feito pré-produção, e isso é algo que considero algo importantíssimo. Na pré-produção, você consegue transformar um CD que seria uma merda em algo maravilhoso. Nela, você corta os excessos, preenche o vazio, define a sonoridade, encurta aqui, estica ali, e agiliza tudo. Mas ninguém mais tem paciência e sabedoria pra fazer isso. A maioria se preocupa com dinheiro e tempo gastos, mas nunca saem insatisfeitos, mesmo que tenham que correr pra fazer o trampo. São poucos os que se preocupam com a qualidade total do trampo, por que realmente isso leva mais tempo e grana. Mas rolam sim trampos calcados totalmente na qualidade. Diria que uns 30 % do que gravo.

• Você acha que as bandas independentes estão se preocupando com a profissionalização de suas músicas, shows e gravações?
Preocupados estão, mas falta muito empenho da galera, muito mesmo. Falta muito mais pra tornar a música algo inovador e interessante, coisas que realmente os levariam a algum destaque e que o mercado ta pedindo afoitamente. E nesse sentido tem o lance do produtor também, né, que faz bastante falta. Quanto aos shows, é onde 99,8% das bandas mais pecam. Quase ninguém tem conseguido fazer um show profissional, e nem tem tido noção de como fazer isso. Muita gente que grava aqui mal consegue executar ao vivo o que está no CD. Tem uma série de pontos que toda banda que quer se profissionalizar deveria bater o pé com firmeza e foco pra melhorar, a começar a autocrítica. Hehehe, nisso também entra o aspecto cultural e a discussão da cena.

• Apenas para variar, então, dê sua opinião, como estúdio Overdrive, sobre a famigerada cena mogiana e toda a discussão que vem ocorrendo.
Zê, não sei o que o estúdio Overdrive teria pra falar a respeito da cena. Só diria que tive o imenso prazer de gravar várias bandas participantes do lance todo, e que ter participado de um pedaço da história delas me deixa muito feliz. O estúdio não tem muita opinião sobre a cena, mas eu tenho alguma. A respeito da cena mogiana, prefiro comentar a minha visão sobre a cena geral do país, se me permite. Cara, muita gente não gosta e não concorda quando falo isso, mas eu não acredito no Brasil. Temos bandas maravilhosas, inclusive aqui em Mogi, que considero reduto das melhores bandas, porém, o cenário independente é fraco, desorganizado, egoísta, convencido, dono-da-verdade e interesseiro, e o mainstream nem se fala né, é uma coisa de plástico, nem cabe na discussão de tão podre. E Mogi acaba entrando na roda, essa cultura zoada de anos nos afeta sem percebermos. Olha, não sei como é lá fora, Inglaterra, Estados Unidos e afins, mas no Brasil eu não acredito, até que me provem o contrário. MTV, festivais independentes, clips horríveis de madrugada, produtores incompetentes e metidos, clones e mais clones, cachês ridículos, falta de ousadia, Garotas Suecas, contatinhos forçados, orkut , bobolog, Jabalú Magalhães, cara, tô pensando tanta coisa zoada aqui pra escrever... Deixa pra lá, esse papo de cena é infinito, hehehe. Veja bem, não estou reclamando. É só parte de minha opinião, que na verdade, pouco ou nada importa.

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Aqui estão os contatos para gravação do estúdio Overdrive:
11 3427-7136 ou entrem na comunidade do orkut.

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Pessoal. Esse final de semana, no sábado, rola Tony da Gatorra, no Divina. E, no domingo, diferentemente do que eu havia mencionado aqui, não é o Hurtmold em si que toca, e sim, Rogério Martins, que é do Hurtmold. Ainda assim, foda. Logo mais, mais novidades do final de semana.

Segue cartaz.

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Por Zelenski, ao som de Deftones.

17 comentários:

Regis Vernissage disse...

dear andré, seja aqui, seja no reino unido ou nos EUA, as necessidades (ou sob tua ótica - os problemas) para uma banda se projetar são exatamente os mesmos: MTV, festivais independentes, clips horríveis de madrugada, produtores incompetentes e metidos, clones e mais clones, cachês ridículos, falta de ousadia, Garotas Suecas (que após o furacão CSS é o novo hype lá fora, tá sabendo?) e prin-ci-pal-men-te os contatinhos forçados... ah, vc se esqueceu de citar o "bom relacionamento" com jornalistas especializados...

com a derrocada das grandes gravadoras e seu monopólio tardio, ao serem vencidos pela liberdade proposta pela rede mundial de computadores, será posto o último ponto final no que conhecemos hoje como "rockstars"...

André disse...

Não se trata de rockstar Ragga. Deixa essa parada pro NX Zero. To falando de organização pura e simples e de um CIRCUITO funcional, no que engloba todo o sentido da palavra "circuito" , coisa que talvez nem engatinhando estamos pra alcançar. Ainda estamos nos arrastando pra organização independente e verdadeira.

E acho ótimo o fim dessa era de gravadoras. Mas o cenário independente precisa se organizar e ser mais verdadeiro pra coisa começar a andar com integridade, coisa que não rola.

Zelenski disse...

Então. Acho que o "dar certo" não é aparecer na MTV e tal. É ter um cenário que permita que bandas vivam de música, que os integrantes vivam da banda. Se isso ultrapassa os limites de uma cidade, pode ser que sim, pode ser que não, tanto faz.

Thania Maquila disse...

Gostaria de dizer, em primeiro lugar, que concordo com o que o Régis Postou aí em cima.

Em segundo lugar, digo apenas o seguinte (pois acho que convém dizer nessa discussão aqui!):
EU AINDA ACREDITO em pessoas que tocam pelo prazer de tocar e que acreditam em em si próprias e em sua própria música. Eu tenho tesão de compôr, de tocar, de dividir experiências com minhas colegas de banda e com as pessoas que assistem...MINHA BANDA JÁ DEU CERTO! E continua dando... e vai continuar dando certo enquanto eu amar aquilo que faço... MÚSICA!

Thania Maquila disse...

Ps. O fato de dizer que ela já deu certo, não significa que eu estaja acomodada... muita coisa tem que melhorar! Não só no meu trampo com música, mas nisso que chamam de "cena do rock" tb!
E vai melhorar desde que haja empenho de quem está nesse meio... vai melhorar enquanto pessoas ainda acreditarem nisso!

guimotoco disse...

Garotas suecas hahahahahahahahh
Bom, eu não acredito tb no brasil. Outros lugares eu não conheço... Mas pode ser q o rock já tenha morrido, dizem por aí q a 15 anos o rock fala mais baixo, a 15 anos morreu o ultimo icone... acho q a gente devia tocar música pra adolescente, q é atualmente o único público que faz girar alguma coisa ;P

André disse...

Essa discussão ta começando a girar em torno do "DAR CERTO", ou seja, ta fugindo do assunto "CENA". Dei minha opinião a respeito do que eu acho (que não tem importância alguma) sobre a CENA. "DAR CERTO", além de ser tema de outro tipo de discussão, é algo muito pessoal. Pra Thânia, a banda dela já deu certo, pra outro dar certo é aparecer na MTV CÃO, pra outro é abrir pro Fresno, pra outro é tocar pra 30 pessoas em Mogi, pra outro é aparecer em revistas, e assim vai... infinitamente... Pra mim , o dar certo é , independente de qtas pessoas te conheçam ou estejam te assistindo, rodar o máximo de lugares, e cidades, e países possíveis sem precisar tirar dinheiro do bolso, e ter onde dormir. E se por acaso acontecer de eu ter UM REAL de lucro, maravilhoso, superou minhas espectativas! E isso que citei necessita de que? De organização da cena! Isso existe no Brasil? Não!
Agrego ao meu conceito de dar certo a opinião do Zê ... E mudando de assunto, o Maquiladora (banda da Thânia, pra quem ler essa conversa toda e não souber), pelo potencial que tem, merece e com certeza terá muito mais do que tem hj em dia, mesmo que o conceito de dar certo de algumas das integrantes já tenha sido alcançado.

Caio Costa Amaro disse...

Honestamente...rs...de que justiça se fala? Nunca houve um momento em que as coisas não foram como são, se deixar a estética de lado, a forma ou a forma sempre foram as mesmas desde a revolução burguesa, revolução industrial, a queda da cortina de ferro, do muro de berlim, desde que a humanidade assumiu o capitalismo como dispositivo para as trocas de valores, e digo isso sem achar o socialismo a melhor maneira, se trata apenas de pensar que expressão artística nada mais é do que um ¨aliado¨ a evolução perceptiva do homem, sendo banda, pintor, escritor ou o Diabo/Deus, porque hoje encaro as instituições religiosas como um feito artistico...
A cena é um determinação que remete ao coletivo, coletivo remete a capacidade de organização, organização remete a competencia de dividir vitorias e vitórias remete a inteligencia. Vejo em muitos lugares do país fórmulas que dão certo sim, bandas sobrevivendo da atividade musical, em alguns lugares a interface com projetos sociais, em outros o alinhamento exclusivamente comercial, em outros o ativismo puro e bruto no segmento musical de bandas; dizer que não há possibilidade de transformação é cruel, mas em Mogi o que ocorre é um estado provinciano, por incrível que pareça (tomando a capital como um vizinho nobre), as bandas são em parte (que fique claro que não falo de modo geral) são preguiçosas, são vaidosas, não estudam, tem dificulades para solucionar proplemas interpessoais, e quando surge possibilidades de se agrupar e ajudar o fortalecimento coletivo, preferem ouvir os dinossauros que se perderam no tempo em botecos, pessoas que desmobilizam porque já não tem mais força e prefere manter o fim do que a continuidade; destroem suas próprias oportunidades, e diga se de passagem que são botecos de contemplação meramente estéticas, não falo de bares que abrem mesmo espaço para as bandas.

Aqui, na Tailândia, Somália ou na Ilha da Fantásia as coisas podem acontecer, mas enquanto existir a falta de disposição das pessoas para discutir, planejar e acima de tudo ajudar, a merda continuará sendo a vitamina depois dos ensaios

Para finalizar, precisamos de canais de comunicação (como este do Fábio), Festivais rolando, como o Dezembro Independente, Cenas..etc, bares abrindo cada vez mais seus espaços e acima de tudo uma organização livre, uma associação, um grupo que comece a discutir historicamente para que possamos nos entender neste meio, para que possamos ser reconhecidos, porque o que nos falta é dinheiro para realizar nossas idéias, uma vez que qualidade artistica/musical já está em nossas veias desde que nascemos...

Viva a MTV, sem ela não teriamos uma referencia do que não fazer, ruim com ela pior sem ela.

caio costa amaro disse...

Ahhhh...e se o Zidane, com sua cabeça, tivesse acertado a bola em direção ao gol e não o peito do Italiano, eu poderia falar outra coisa....aprendi com morador de rua!!! abrzzz

Zelenski disse...

São muitos conceitos de "dar certo", seja pra banda ou pra cena. É muito pessoal. Varia de banda pra banda, de músico pra músico. Mas, meu desejo, utópico talvez, é contribuir para construção de um cenário onde, de diversas formas, as bandas possam dar certo. Acho que é por isso que eu faço o blog.

E, antes de tudo, seja o blog, seja as bandas que toca, seja a discotecagem, seja o bate-papo, tudo isso, em primeiro lugar, eu faço pq eu gosto, pq eu amo tudo isso.

Se não amasse, não faria. Emprego eu já tenho, profissão tb. Se o resto do tempo que me sobra eu fizesse coisas que eu não gostasse, seria loucura.

E, falando em Maquiladora, quero ouvir o CD novo. Quero falar dele aqui, rs.

Abraçøs!

Regis Vernissage disse...

assino embaixo das lúcidas palavras do caio e do Z... e além dos festivais, dear caio, devemos também por obrigação citar aqui grandes batalhadores comerciais (vou além: heróis) que fazem parte desta balela toda - leia-se divina comédia, cuba café e o saudoso campus VI (e antes que algum anônimo venha pentelhar, refiro-me à organização que vem acontecendo desde a primeira metade desta década)...

ontem o Z perguntou o que é "dar certo" pra mim: digo q é fazer o que se ama com 100% de empenho e dedicação... simples assim (né não thania?)

a coisa pode acontecer sim em qquer lugar, inclusive em mogi - lugar provinciano da porra cheio de pensamento demodé, e pro lance acontecer depende de cada um e do lance todo exposto com extrema clareza pelo caio... e o que vem depois (êmitiví, contatinhos de merda, produtora, empre$ário e esse blah todo) é a consequência natural da parada...

cara, incrível como muitas vezes o raciocício humano insiste em complicar uma parada que é tão óbvia e natural...

sábias palavras do aurinão (um poço de sabedoria chamado meu pai, pra quem não conhece) que diz que "ruim aqui, pior lá"...

falo embasado, quem me conhece sabe a experiência que tenho... não sou porra de guru nenhum e muito menos o sabichão da vez mr.know-it-all (socorro!), mas quem quiser algumas dicas posso ajudar com prazer...

sou do bem, lembra?

caio costa amaro disse...

Acredito no trabalho em Rede Fábio, as ações sincronizadas, planejadas, desenvolvimento de um trabalho consciente. Seja na produção de banda, que precisa muito de um produto, para correção técnica, quando o caso, passando pelo trabalho de comunicação desses trabalhos e por fim
a distribuição. Acredito neste tripé, Produção - Comunicação e Distribuição, se fortalecermos isso de forma madura teremos muita qualidade e estaremos chegando perto de inserir os trabalhos locais em outras cidades, oxigenando, revelando e conquistando espaço como mais um foco de ação musical interessante para mapeamento nacional e porque não dizer mundial...rs...

Isso que me referi no texto acima!

Abraço

Thiago Gal disse...

Acho que estamos batendo um papo sobre cultura marginal/ underground, e esse tipo de mídia aborda pessoas que estão confortáveis fora da mídia de massa. Infelizmente sou obrigado a concordar que rola uma máfia nos clubes. Mas na minha opnião, o que faz as "coisas virarem" é a iniciativa própria. Não queria dar esse tipo de opnião, mas como sócio do Cuba Café, presenciei que várias bandas "feitas" (dessas que sempre batem uma invejinha), me ligarem humildemente pedindo pra tocar, as coisas não acontecem sozinhas, mas infelizmente devido a minha estrutura e a "máfia" das casas noturnas mogianas popêro(sem comentários), infelizmente não rolou.

Thania Maquila disse...

André, se vc não acredita mais na "cena" aqui do Brasil é porque alguma coisa tava dando errado, ou então, é simplesmente porque vc desencanou que poderia dar certo! Portanto, a discussão é pertinente sim!

Discordo de vc em muitos pontos, mas te respeito. Respeito porque acredito que CADA UM DEVE TER CORAGEM PRA FAZER A SUA PRÓPRIA HISTÓRIA!
A história por aqui acontece... vejo "a coisa" se movimentando e valorizo muito!
Blog do Zelenski, Dezembro Independente, Grito Rock, Cuba Café, bandas e bandas... são alguns exemplos de coisas que acontecem por causa de gente EMPENHADA e UNIDA em nome da música... gente que acredita que a "cena" aqui pode crescer e melhorar... Por causa destas coisas, (que parecem pouco ou quase nada pra muita gente), eu acredito que muita coisa boa pode rolar por aqui!

Ps. Zelenski, tô te devendo um CD, cara! (aliás gravado no Overdrive, valeu André!)

Abraços!

André disse...

É isso ae rapaziada !!!

nynenot. disse...

(Z obrigado por colocar meu crédito na foto hehehe)

Alexandre Lima disse...

Só gostaria de dizer que:

1- Dificuldades existem em qualquer lugar... mas mudar de ares as vezes faz bem... e acredito que novas experiências são sempre bem vindas, independente da dificuldade que possamos encontrar...

2- Já cansei de convidar qualquer interessado a se juntar a nossa "panelinha", pois somos pessoas do bem, que simplesmente gostam de música e tentam fazer algo bacana...

3- Eu AMO Maquiladora!!!!!!!!!!!

4- Independente de acreditar ou não na maldita cena (juro que é a última vez que eu escrevo essa palavra desgraçada), iremos continuar realizando "big festivais no quintal de casa"... não fazemos isso pela cena (caralho... escrevi de novo)... fazemos pelas bandas que adoramos, pelos amigos, e por amor a música... não sei se é disso que mogi precisa... mas quer saber??? Não to ligando muito...

5- Dar certo... sei lá... não sei se dar certo é simplesmente fazer algo com dedicação... sobre essa questão preciso refletir mais... mas também... que diferença faz a minha opinião... zero...

6- Amo de todo o coração todos vocês... a cada dia, meu sentimento de satisfação em conhecer pessoas tão lindas, inteligentes e talentosas aumenta consideravelmente...

Muito amor, sexo, compreensão e principalmente PAZ pra todos...