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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

My Silent Van Gogh - o próximo álbum da Maquiladora

- Opa, e aí, cara?
- Fala, Z! Tudo certo, mano?
- Tudo sim e você?
- De buena!
- Ow, que história é essa de novo CD da Maquiladora?
- Tá saindo, cara!

E assim começou uma conversa bacana sobre My Silent Van Gogh, o novo álbum da Maquiladora. Eu falei com o Henrique, o novo baixista da banda.

Foto: Stefano Martins

• Vocês voltarão a tocar em Minas, né? Pro Grito Rock.
Sim, sim, está tudo certo já. O pré-lançamento do CD novo vai ser lá em Ipatinga. E vamos lançar em Sampa no show do Inferno, no final de fevereiro.

• Quantas músicas tem o CD?
Nove sons


Capa de  My Silent Van Gogh

• Desda vez não é uma ilustração da Thaís a capa?
Essa não. A capa foi arte do Stefano, o brother lá de Pinda, fotógrafo fudido.

• E gravaram onde?
A gente gravou em Pinda também, com o Samuel. Legal o estúdio, hem! E gravamos tudo em um dia só!

• Cara, eu já fui em bastante show da Maquiladora e não me lembro de tocarem músicas novas. Posso estar errado ou ter me distraído. Mas de onde vocês tiraram as músicas novas?
Ah, a gente compõe, né rs. As músicas que a gente gravou estavam em processo de fechamento ainda quando entrei na banda. Daí fechamos. No último show da Maquila no Divina a gente tocou bastante delas.

Contracapa

• Como está tocar na banda?
Putz, está sendo do caralho, mano. Baixo é um instrumento que sempre me causou muita admiração. Bons baixistas são raros, e, quando se depara com um, pode ter certeza que a banda é boa. Tocar baixo é uma parada completamente diferente de tocar guitarra... você está alí, segurando a onda... é foda.

• Você havia tocado só guitarra em banda, até então?
Sim, oficialmente sim, rs. Mas sempre gostei de tocar baixo. O meu baixo eu tinha comprado antes até de entrar pro Maquila. Bem antes, comprei por hobby, gosto de compor linhas de baixo.

• E como estão as músicas do CD novo?
Ah, sou suspeito pra dizer, né? Meu primeiro trampo com as meninas, acho que está do caralho, rs. Não posso dizer que está melhor do que algo que elas já fizeram, por que sempre fui fã do trabalho delas. E até hoje, quando eu escuto o Parturition, eu falo: "Caralho... Filhas da puta..."

****

Se Parturition demorou para sair, My Silent Van Gogh quase nos pega no susto.


Por Zelenski, ao som de Black Rebel Motorcycle Club

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Entrevista com Roman's Field

Confesso que quando apareceu em meu Fotolog a mensagem de um tal de Romatrip, falando "Que tal uma Roma Trip?" ou algo parecido, eu desconfiei, não entendi e não respondi. É que na época eu não sabia que se tratava da banda Roman's Field, formada por Gustavo Rodrigues (Copacabana Café), Meteoro (Seamus e SLVGRD) e Pacheco (SLVGRD e Elephant Man).

Roman's Field vem de figuras e bandas conhecidas/admiradas do pessoal de Mogi. Nesses dias, eles fizeram shows na Divina Comédia e no Campus VI. Eu não compareci, infelizmente, mas, conversando com o Raphael, do Cor-Séría, me fez interessar muito pelo projeto, que foge um tanto dos padrões das bandas que tocam nesses dois lugares, a começar que não tem bateria e usam instrumentos acústicos

Para conhecer um pouco mais, conversei por e-mail com o Pacheco, que prontamente me respondeu as questões abaixo. Confiram.


Roman's Field

***

• Os integrantes possuem outras bandas. Assim, de onde veio a necessidade da criação do Roman's Field?

O Roman's Field é basicamente a evolução de um antigo projeto que eu tive/tenho (risos), o Elephant Man, que até então eu gravava caseiramente as canções que não tinham/têm como tocar ao vivo... nisso, no começo do ano vinha me encontrando muito com o Gustavo e, um dia depois de uma “Jam”, eu falei que tinha umas 8 músicas prontas e a gente começou... O Meteoro veio depois. Desde que comecei a tocar, gosto de tocar com ele. Acho que ele tem um feeling bem próprio que me agrada e que, depois de alguns ensaios só eu e o Gustavo, chamamos ele pra completar a formação. Nós montamos esse projeto pra justamente sair do comum e que, como cada um faz coisas diferentes do que fazem em suas respectivas bandas, é algo bem legal.

• Qual é o obejtivo das canções do Roman's Field?

Acho que é expelir toda tensão ou alegria ou qualquer sentimento em nota, valorizar a música mesmo não tendo fórmula, às vezes em inglês, às vezes português, na maioria delas instrumental, sem limites.

• Com as bandas que vocês têm, devem imaginar locais e festivais legais para tocar. Mas, sendo um outro estilo do Roman's Field, esses mesmo locais e festivais poderiam ser um bom palco para a banda?

Essa é uma questão que bate na nossa porta acho que em todos pré-shows pra gente (risos). A gente está acertando e regulando a cada show para que a gente possa sempre fazer o melhor, mesmo usando uns elementos mais acústicos, escaleta, violões etc.. corremos atrás de instrumentos legais, roupagem nova para as canções e por aí vai.

• De que fonte bebem para compor para o Roman's? Ou as influências não mudam?

A gente tem alguns gostos muitos semelhantes, mas cada um na sua, né... Somos influenciados diretamente por bandas como Hierofante Púrpura, Syd Barret, John Frusciante, Sonic youth, Sunny day real state, Pinback... na maioria das vezes, as influências não mudam, mais de vez enquanto a gente dá uma pirada (risos).

***

E sábado agora rola showzão, hem, no Campus VI


Abraçøs a todos.

Por Zelenski, ao som de Roman's Field.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Entrevista com Meteoro

Olá, para todos.

Segue, agora, mais uma entrevista com um guitarrista, da série de entrevistas feito pelo nosso amigo Lucas, do Vício Primavera. A entrevista de hoje é bem especial, ao menos para mim, que estou mais do que ansioso pelo lançamento do álbum Sounds of the city you love. O guitarrista da vez é o Meteoro, da ótima banda Seamus (que fiquei feliz ao ver que ele gosta de Sunny Day Real State... porra, essa banda é foda :D).

Agradeço mais uma vez ao Lucas por essa iniciativa. Está mandando bem pra caramba.

Enjoy, galera.

***

Boa Tarde a todos aqueles interessados em conhecer um pouco mais das características de nossos guitarristas da CENA e a todos aqueles que curtem o blog de nosso amigo Z.

Como eu já expliquei umas quatro vezes (se não me falha a memória), trago esporadicamente no Café & Vitrolas uma entrevista/ relatório, onde através de algumas perguntas eu extraio um pouco da “Identidade GUITARRÍSTICA” dessas pessoas tão peculiares.

Então, aqui vai uma entrevista que fiz com METEORO (Seamus - Roman’s Field) num lugar muito especial, com certeza, para nós dois: em cima do palco do Divina.

É isso, espero que gostem.
Boa Leitura.


Meteoro (pic by Nynnona)

• Nome e Idade
Luis Carlos Naressi (METEORO) / 25 anos

• Quando e como começou?
Comecei em 2001, quando eu prometi pra minha avó que ira tocar na igreja. Então ela me deu um violão. Fui para a igreja, toquei “Stairway to Heaven” e caí fora da igreja. Aí depois de um tempo ganhei minha primeira guita, aí não larguei mais.

• Primeira Guitarra.
Uma Michael Sunburst ... era BOA !!!

• Guitarra que usa.
Hoje eu tenho duas. Uma Dearmond – N75 e uma Danelectro DC2.

• Guitarra dos sonhos.
COM CERTEEEEZA uma GOLDTOP GIBSON.

• Primeiro amplificador.
Um STANER 25W , maravilhooooooso ... para VOZ, porque pra guitarra era porcaria.

• Amplificador que usa.
Um Laney VC 30 valvulado.

• Amplificador dos sonhos.
HAHAHAHAHA..... ampli dos sonhos ? Um AC B0 da VOX.

• 5 Bandas e 5 Guitarristas.
QUE FODA HEIN.... Aí Boê, o Lucas quer 5 bandas que são minhas influências...

- Coloca Sunny Day, hein !!!!!- disse Boê.
- É memo ? – pergunta Meteoro cascando o bico.
- Lógico, você tem todos os cd’s dos caras – disse Boê indignado.
- Ah, então põe aí Sunny Day – responde Meteoro.

5 bandas:
- SUNNY DAY
- The Beatles (covardia né?)
- Blind Melon
- YO LA TENGO
- Pink Floyd

5 Guitarristas:
- Omar Rodriguez
- Robert Fripp
- Steve Malcons
- Jimmy Page
- Kurt Cobain

• KURT COBAIN ????
É …… eu gosto dele como instrumentista


• Palco e evento que sonha tocar.
Por enquanto .... o CALANGO (Cuiabá). Mas o sonho MESMO é aquele festival do TEXAS, chamado SX eu acho...

• Efeitos que usa.
Um fuzz handmade (Eugênio)
Um Turbo Rat (Dist.)
Phazer 90 MXR
LPB1 (Booster)
E o grande e maravilhoso MEMORY MAN que é Delay, Vibrato, Chorus e um monte de coisas a mais. M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O

• Efeitos favoritos.
DELAAAAY

• Defina sua pegada em no máximo 3 palavras.
Põe aí: SENTIMENTO MAIS DELAY

• Técnicas.
NENHUMA. Na verdade só uma: MUNHECA

• Você é guitarrista de qual banda ?
SEAMUS
ROMAN’S FIELD
E um projeto que ainda ta se concretizando por aí, vou soletrar pra você :
S. L. V. G. R. D. S

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Refluxo volta a Mogi

Para felicidade de quem perdeu um ótimo show há alguns meses, o duo Refluxo volta para tocar em Mogi, sábado agora, dia 8, na Divina Comédia. Quem tocará na mesma noite será o Cor-Séría.

Da outra vez, o Phael e eu, ambos do Cor-Séría, assistimos o show do Refluxo e gostamos muito. Guitarras agressivas do rock noventista mesclado com elementos eletrônicos, resultando num rock potente, com as variações de vocais masculino e feminino.

Como voltam para a Terra do Caqui, fiz uma rápida entrevista com eles. Quem respondeu as perguntas foi o Marcelo Mandaji, parceiro de banda de Luci Hidaka.

Confiram.

***

Refluxo

• A experiência de ambos é bem ampla, envolvendo música eletrônica, rock, discotecagem, design... desses elementos, o que se encontra na fórmula do Refluxo?

Tudo. O Refluxo surgiu porque transformar essa atmosfera em música era inevitável. A idéia de tocarmos juntos existe há 4 anos. Todo esse tempo estávamos cada um com seus projetos e paralelamente estávamos planejando como seria o formato deste, e também batalhando para conseguirmos comprar todos os equipamentos que precisaríamos para tocar.

• O som do Refluxo é um som potente e muito bem preenchido. Como atingir isso apenas com dois integrantes? Com isso, ocorre alguma limitação?

A limitação é algo positivo, isso torna as composições um pouco mais simples de serem resolvidas, quando trabalhamos com diversos integrantes e instrumentos, as composições parecem andar em círculos e quando não bem resolvidas, acabam atrapalhando o bom andamento do todo. Nós usamos uma guitarra, um baixo e uma bateria eletrônica de samples criados para serem soltos pela pedaleira midi. Isso já dá bastante barulho. =)


• No show que vocês fizeram em Mogi há alguns meses, identificamos elementos de bandas garageiras, como o Sonic Youth, e bandas com toques eletrônicos, mas ainda assim rock, como o extinto Portal Service. Acertamos nisso?

Amadureci meu ouvido nos anos noventa, impossível vivendo nessa época, não ter ouvido muito Sonic Youth, Nirvana, entre outros. Postal Service é uma banda bacana, adoramos, mas acho que nunca pensamos em fazer algo perto do que eles fazem. Eu quero mais é fazer barulho com minha guitarra e nessa hora que aparecem essas raízes dos anos noventa.

• Me chamou muita atenção os pedais e efeitos que vocês usam. Poderiam descrever o que são e para que servem?

Na verdade tentamos usar o mínimo possível de coisas. Eu uso um drive chamado OCD e um pouco de reverb do amplificador. E a Luci usa um SansAmp, no baixo. De resto tem um pedal midi para soltar os loops de bateria.

Pedais e note do Refluxo

• Vocês formam um casal, que, além da banda, possuem outros projetos juntos. Assim, para vocês, qual é o objetivo da banda. Onde querem chegar ou o que querem transmitir?

Queremos continuar compondo, tocando, viajando, conhecendo pessoas e voltar a compor sobre as viagens, as pessoas e os lugares que conhecemos. Não existe um objetivo específico, nós estamos vivendo... A criação com design e publicidade nos sustenta financeiramente e todo o restante da nossa vida é de música, video-game, literatura, artes em geral. Parece piegas, mas é a realidade...rs...

Refluxo em Mogi, em maio

• O que vocês acham da cena independente atual? Em Mogi sempre se discute muito sobre a cena indie, os pontos fortes e fracos, sobre de quem é a responsabilidade da cena: bandas, produtores, lugares, público, de todo mundo.

A responsabilidade é das bandas. Se elas não forem atrás do que precisam para fazer um bom show, ninguém vai fazer por elas.

Compor e tocar está implicito em "se ter uma banda". Agora, se "você" quer fazer show, então vai precisar fazer mais que isso.

A gente acredita que o começo de um trabalho bem feito como banda independente e para o universo independente, como o próprio nome já diz, é se assumir como independente de verdade, a começar por ter seu próprio instrumento de trabalho, que consiste em: levar seu próprio amplificador para o show, levar sua bateria, seu microfone, seus cabos. Aqui no Brasil é muito dificil conseguir todo o palco/backline, porque é tudo muito caro, mas se "tocar" é importante para "você", se é sua vida, então, "você" vai ter de dar um jeito de se dedicar a isso.

Outra coisa é fazer o papel de produção. Telefonar para as casas, mostrar seu som e convencer os donos de que vai ser legal você tocar lá. Criar projetos e espaços também é algo muito possível e importante, para poder movimentar a cena independente. Fazer seus próprios cartazes, colá-los, distribuí-los e fazer a correria de divulgação para a coisa toda acontecer. Depois, é viajar para outras cidades, tocar e fazer intercâmbio com outras bandas. É fato de que é muito mais fácil agendar um show na sua própria cidade, então, é importante que as bandas se ajudem, dessa forma estarão movimentando a "cena".

Lugar para tocar tem, o Refluxo é uma banda nova, fizemos o primeiro show em Março deste ano e já foram 18 shows agendados por conta própria. Hoje em dia ainda tem produtoras com propostas muito bacanas para ajudarem as bandas, como é o caso da Tronco Produções, que acabamos de firmar um contrato para nos dar uma força a partir de Setembro e que está fazendo um belíssimo trabalho para a cena, com projetos como "Desbravando o Interior", SP Noise Festival, Session - American Apparel, Sementes do Som e Le Pastie de la Bourgeoisie.

Tudo está a nosso favor, tá tudo na internet, estamos todos próximos, conectados, temos acesso a tudo e qualquer informação que precisamos. Não tem desculpa, a responsabilidade é nossa.

***

Por Zelenski,
ao som de Air

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A morte de Padovani

Um som potente. Uma mistura do sombrio com o dançante, com doses cavalares de rock. Estou falando de Padovani's Death, o novo projeto do ex-noupe-motocontínuo-lowstop Guilherme Padovani.

Quem conhece o Gui e todas as bandas que ele participou, sabe a importância que cada banda teve na cena, seja ela da época indie, seja dos bons tempos do hardcore. E sabe também de como ele mergulha de cabeça e lidera a criação das músicas e conceitos.

Assim, quem o conhece sabe o que esperar de Padovani's Death: um rock sujo, descompromissado, mas de qualidade, e, agora, com elementos eletrônicos mais fortes.

Tire suas conclusões no myspace dele. E confira abaixo uma entrevista que fiz com ele, Guilherme Padovani.

Enjoy. And smoke me.

Gui

***

• O que é a morte de Padovani?
A morte de Padovani é o processo natural da vida, a cada passo que dou é um passo rumo à morte, assim como todas as pessoas do mundo, e isso não é ruim. Viver pode ser encarado como uma tentativa de escolher como vamos morrer... era pra falar do som? (risos)

• Não (risos). Da morte mesmo, por enquanto. E por que Padovani morreu? Ou não morreu?
Bom, considerando o que disse na outra pergunta, encaro que morremos um pouco a cada instante, a cada rolê, a cada gole, a cada gozo, morremos de pouquinho em pouquinho. Então, contar sobre minha vida é o mesmo que contar sobre minha morte.

• Agora falando do som. Como bem sei, é um projeto solo. Da onde veio a necessidade de você criar o Padovani's Death?
A ideia do fim do Motocontínuo e os motivos para o seu fim me fizeram refletir sobre várias coisas, uma delas era sobre um novo projeto musical. Eu sempre tive o costume de ser o pilar principal das bandas que eu participei, e isso pode ser prejudicial à banda, então, se eu quiser fazer as coisas do meu jeito achei melhor tocar sozinho. Então pensei em como fazer um som sozinho, e violão e voz foi descartado por mim por ser muito clichê e tal. Aí pensei em baixo e batera eletrônica e foi o que ficou.

• Agora sobre as influências. Percebe-se até elementos do próprio motocontínuo em algumas partes. De que fonte você bebeu para compor as letras e melodias?
Eu tenho ouvido bastante Radiohead e Muse, sempre amei Portishead, também curti bastante o Attractive and Popular quando vieram pra mogi e tenho ouvido o som deles. A comparação com o Motocontínuo é inevitável nem preciso dizer o porquê, né (risos).

• Letras. Diga-me das letras, que falam elas.
Eu sei lá porque eu encanei nesse lance de morte e tal, é uma coisa que eu vinha pensando há um tempo. Apesar de parecer um lance meio dark ficar falando de morte eu acho que as músicas falam de coisas boas, principalmente de sexo e de rolês legais. Mas fazendo a ligação das coisas que vivemos com a tal busca da morte.

• O que você espera da reação do público? Que achem um som dançante, ou algo pesado, ou os dois? Lembrando que esse público provavelmente conhece seu passado de Noupe, Low Stop e Motocontínuo
O som não está muito dançante, eu acredito. Eu já estou bem acostumado que as pessoas gostem mais dos sons mais animados, mais agitados, mas o Padovani's Death também tem músicas lentas e densas. Mas eu só espero que as pessoas achem que tenham qualidade e ouçam as músicas se gostarem.

• Ao vivo? Quando poderemos ver algo ao vivo? E o que podemos esperar?
Eu acho que quando eu ter umas oito músicas e se houver demanda de shows, eu pretendo me apresentar sozinho mesmo. Acho que as pessoas podem esperar um palco quase vazio e muito barulho. O André [Give me a Break e estúdio Overdrive] deu a ideia de colocar uns manequins no palco pra preencher, tipo um boneco na batera e um no teclado, pra parecer uma banda (risos).

***

Por Zelenski,
ao som de Padovani's Death

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Terceira entrevista do camarada Lucas

Estava com saudades já, mas tá aqui: terceira entrevista feita pelo Lucas, do Vício Primavera, som os guitarristas da cena. Enjoy! E valeu mais uma vez, Lucas, por esse conteúdo bacana!

***
Entrevista com Thais Naom
i
por Lucas

Thais e sua guitarra, na Maquiladora

Alô rapaziada, boa noite a todos. Venho com aquele papo da entrevista mais uma vez.

Bom, para quem ainda não está ligado, eu estou trazendo ao blog do Z, esporadicamente, entrevistas que venho fazendo com GUITARRISTAS da CENA musical. São perguntas básicas que trarão ao leitor DIVERSÃO e um pouco de CONHECIMENTO sobre o músico em questão.

Hoje trago uma entrevista que fiz com a Thais no churrasco que rolou na casa da Andréa (companheiras de banda). Muito álcool na cabeça, sinuca rolando e de fundo “Welcome to the Jungle”...

Acho que isso define bem a entrevista de hoje.

Boa leitura!

****

• Nome e idade.
Thais Naomi – 44 anos (hehehehehehehe)

• SÉRIO? NÃO APARENTA, hehehehe...
22!

• Quando e como começou?
Comecei com uns 11 anos, quando ganhei o primeiro violão (um Kashima de nylon) do meu pai... mas antes eu já havia tido algum contato musical com o teclado, apesar do interesse pela música ter surgido por volta de uns 5 ou 6 anos, enquanto eu caminhava por uma rua e outra, nas proximidades do trabalho da minha mãe, e ouvi um som bonito que parecia vir da alma do sujeito... o segui... e era um sax alto...rs... mas, na época, adquirir um instrumento desses era inviável por vários motivos. Aos 12 anos, ganhei a primeira guitarra da minha mãe (mal sabia o mau que ela estava fazendo para o mundo... rs...) e não larguei mais.

• Primeira Guitarra.
A que toco até hoje nos momentos Rock'n Roll...rs... uma Grass Roots Black Cherry.

• Guitarra que usa.
Grassroots (que não sei o modelo ao certo pois quando eu a adquiri nem fazia ideia de marca, modelo, nem nada...) e uma Ibanez AF-85 acústica Violin Sunburst.

• Guitarra dos sonhos.
Paul Reed Smith – McCarty.

• Primeiro Amplificador.
Vish!.... Um Edwart 16w que veio junto com a guita, era assim, você comprava a guitarra e “por misericórdia” levava o amp!!! Hahauhauha...

• Amplificador que usa.
Um Fender Delux 90w.

• Amplificador dos sonhos.
Com certeza um Mesa Boogie.

• 5 Bandas e 5 Guitarristas.
Guitarristas: Carlos Santana, SRV, Wes Montgomery, Eric Clapton, Grant Green... e mais uma porrada... pois tudo o que nos cerca acaba tendo influência no som... procuro escutar gente de tudo quanto é estilo e instrumento e não só guitarristas, até porque tudo é música... : )

Bandas: Audioslave, Soundgarden, Mantiqueira, Regra de três e Pearl Jam... entre muitas outras...

• Palco e evento que sonha tocar.
Qualquer um que role comunicação musical e diversão. Nem precisa ser em evento ou palco grande... mas se for também... não tem problema... vai fazer diferença só se vc consegue abrir os braços sem esbarrar em alguém ou correr de um lado para o outro desenfreadamente!rs

• Efeitos que usa.
-Crybaby
-DD-7 (delay boss)
-GUVNOR (Dist Marshall)
-TS9 - Tube Scream (Ibanez)
-Booster (Hobert)

• Efeitos Favoritos.
Delay.

• Defina sua pegada em no máximo 3 palavras.
Expressão, sinceridade...

• Técnicas.
Tento fazer coisas experimentais, que vão surgindo a partir dos estudos que estou fazendo no momento. Então, não tenho uma técnica fixa, vou usando o que estou aprendendo para um dia passar a usar da minha maneira.

• Você é guitarrista de qual banda?
MAQUILADORA
DUO TARJA PRETA

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Leituras para o feriado

Olá, para todos.

Hoje temos duas colaborações fodas no post: Régis, do Somata, com a resenha do álbum Trovas de Amor e Escárnio, da falecida banda Motocontínuo, e Lucas, do Vício Primavera, com a segunda matérias sobre guitarristas, desta vez entrevistando o André, ex-Menteca e atual Give-me a Break.

Divirtam-se!

****

Trovas de Amor e Escárnio
by Regis Vernissage


Arrisco dizer que o Trovas de Amor e Escárnio trata-se do CD não lançado mais legal dos últimos tempos! Que fique claro aqui que o “não lançado” dito acima se refere logicamente à forma física que corresponde, no caso, ao velho e modorrento compact disc, afinal de contas é sabido hoje em dia por todos que, com a derrocada das majors e com a migração dos games para o formato “download”, o CD virou item de antiquário, coisa de gente velha que achava que a tecnologia digital do CD seria por tempos o melhor e mais moderno meio de se armazenar informações. Oh, doce ilusão...

Enfim, falemos sobre o Trovas independentemente do seu formato. O gênio criador por trás desta obra atende pela graça de Guilherme Padovani. Compositor de mão cheia, praticamente todo o conceito da obra (letras, melodias, arranjos) é de sua responsabilidade. E como talento realmente parece não faltar neste rapazola, ele armou um time da pesada para acompanhá-lo neste breve espaço de tempo que o Motocontínuo teve para a divulgação desta obra. Marcelo e Rodrigo (guitarras), Ju (teclado), Bruno (bateria) além do próprio Gui no baixo e vocal, foram os responsáveis por este meteoro fuzzístico chamado Trovas de Amor e Escárnio.

No total são 15 sons e o que parece ser de uma enorme pretensão já cala logo de cara quem nada havia entendido até então. O Lírico O Amante O Vil e O Cão, A Dança do Acaso e Lamento e Bang-Bang de Quinta às 21h, desde já 3 clássicos irretocáveis, são rockões foderosos que mesclam grooves, melodias quebradas, gritaria grunge, não-refrões, guitarreira fuzz, swingues tropicais, teclados oportunos e bateras soco-no-estômago. Foi bom pra você? Inclusive na Bang-Bang os vocais são divididos com o guita Marcelo. Extremamente foda que é a porra.

Passando a tontura da porradaria inicial, temos Qualquer Coisa Vulgar com sua atmosfera mezzo-robertão mezzo-gainsbourg, A Balada do Vilão Falido (genial!) e Bem Desejar-Te O Mal – sempre presentes nas últimas apresentações do Motocontínuo – a “instrumental cantada” 7, a ácida Doce Amargo (o teclado dá medo, na melhor referência horror movies) e a stoner rock bate-cabeças de nome singelo És Pintura e Poesia.

Sem pausa para respirar, mais fuzz ácido é despejado em nossos ouvidos com a sensacional O Bom e Velho Romance Moderno que fala sobre... bem, hehehe... Sonata Ao Acaso revela com clareza a intenção das músicas serem gravadas todas de prima (detalhe pro diálogo no final), seguida pela grooveria noise d’O Inimigo das Palavras, da insólita e bela Escondido Sob o Véu de Mistérios e Símbolos, da brasilidade punk-rock da Desapego, para então finalizar esta obra com a classe e o requinte da Derradeira Prece.

Os sons foram gravados, pra variar, no estúdio Overdrive do André (ex-Mentecapto) ainda em 2008 e a mixagem foi feita pelo próprio Gui em seu private-atelier.

Para os fãs mais assíduos, bitolados e histéricos, o Gui disponibilizou ainda dois remixes “trip-hop style” de faixas do Trovas que viraram A Dança do Lamento Ao Acaso e Mal Desejar-Te O Bem, que cabem muito bem como bônus tracks caso o indivíduo insistir em usar aquela jurássica mídia chamada compact disc para servir como armazenamento de áudio desta obra que já tem sua definitiva importância no que insistem em chamar por aí de cena mogiana.

Download do Trovas de Amor e Escárnio do Motocontínuo:
http://www.tramavirtual.com.br/motocontinuo
http://www.tramavirtual.com.br/motocontinuo
http://www.tramavirtual.com.br/motocontinuo

Esta banda fará muita, muita falta.

PS: [Guimotoco mode ON] Na verdade as músicas são uma bosta, a banda é zoada, a arte é horrível, o baixista é uma mona, canta mal pra caralho, a mixagem é lixuda e eu quero é que eles vão todos se foder! Mor bosta...

****

Entrevista com André
by Lucas

Bom, seguindo a diante com esse papo de entrevista, resolvi trocar uma ideia (sem acento por causa da reforma) com um cara de suma importância para a cena musical de Mogi e região : André Marques. Esse cara não é só responsável pela gravação de uma porrada de banda por aí, como também é atuante na cena com bandas de peso como MENTECAPTO e GIVE ME A BREAK.

Bom , sem mais delongas , segue abaixo a entrevista que fiz com o André.

• Nome e Idade.
André - praticamente 27 (11 de junho)

• Quando e como começou?
Comecei em novembro de 1996, com 14 anos. Eu não pensava em tocar nada, até uma porrada chamada RAIMUNDOS me atingiu e mudou TUDO. Lembro de ouvir pela primeira vez "Eu quero ver o oco".

Eu nem era roqueiro, nem curtia música ainda, mas aquilo me atingiu de uma forma que não conseguiria explicar. Sem zueira, foi um orgasmo ouvir aquilo. Um mês depois, eu já tava tocando guitarra, várias músicas do Raimundos, e totalmente imerso no mundo do Rock.

O resto é história. Até hoje tenho uma admiração monstra pelos caras, em especial pelo Rodolfo.

• Primeira Guitarra.
Uma Golden com um desenho de uma caveira. Não faço idéia o modelo, na época eu chamava
de "guitarra modelo metal"... hehehehe...

• Guitarra que usa.
To usando uma Gianinni Supersonic, modelo Jaguar, MARAVILHOSA! A guitarra não é minha, é do Guilherme Motoco. Pois é, to sem guitarra, hehehe.....

• Guitarra dos Sonhos.
Uma Gibson Firebird vermelha com tudo original; é o sonho supremo... vai rolar em breve !

• Primeiro Amplificador.
Um Staner modelo Kute 16. Era um amplizinho de 16 watts com uma distorção boqueta.

• Amplificador que usa.
Uso um Peavey Bandit 112. Na minha opinião, é disparado o melhor ampli transistorizado. Mas é só um quebra galho.

• Amplificador dos sonhos.
Não tenho certeza, mas se pudesse escolher um, muito provavelmente seria um Mesa Boogie. Não sei qual modelo, mas talvez um dos anos 80. Preciso de um ampli que não sature.

• 5 Bandas e 5 Guitarristas.
- Iron Maiden
- The Strokes
- The Mars Volta
- Slayer
- Cacophony

- Omar Rodriguez-Lopez
- Michael Romeo
- Ritchie Blackmore
- e os melhores e mais pirados guitarristas que já existiram: Jason Becker e Marty Friedman... O que esses dois fizeram, ninguém mais faz.

• Palco e evento que sonha tocar.
Qualquer buteco podre de qualquer lugar da Europa.

• Efeitos que usa.
Em ordem :
- Afinador Behringer (porcaria)
- Tube King (dist)
- Small Stone (phaser)
- Big Muff (carniça)
- Booster Melowtone
- Delay. Falta muuuuita coisa ainda, hehehe...

• Efeitos Favoritos.
Delays diversos e inversos, Oitavador, Synthetizers da vida e Phaser locão. Mas o efeito mais foda de todos é o Big Muff. O problema é que pra ele falar de verdade, é preciso um ampli monstro pra segurar o B.O., pois o bicho é cabuloso meeeeeesmo.

• Defina sua pegada em no máximo 3 palavras.
Força, dor e Death-Metal.

• Eu disse 3 André... hehehe...
Põe Death-Metal como uma só.

• Beleza... Técnicas.
Muitos bends e riffs trava-dedo. Gosto muito de fritar e improvisar em cima de escala nenhuma, sem nenhuma ligação com nota, tempo e padrão nenhum. Geralmente sai uma droga, mas é essa a idéia.

• Você é guitarrista de qual banda?
De uma banda que ainda não tem nome, hehehe...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vício entrevista Vício

Olá para todos!

Estou contente pra caramba com as participações que a galera está fazendo para o blog. Tanto fazendo post quanto comentando (aqui ou quando me veem - ou até quando não me veem, quando coversam entre amigos sobre os assuntos aqui abordados).

Assim, digo que o post de hoje foi feito por um amigo que se ofereceu para escrever e mandou muito bem na abordagem: entrevistar os guitarristas da cena mogiana. E assim fez o Lucas, do Vício Primavera, que entrevistou seu companheiro de banda Nelsinho.

Confiram aí! E valeu, Lucas, pela colaboração. Quero ver as entrevistas com os outros guitarristas também.

Lucas, à esquerda, entrevista os guitarristas de Mogi

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Salve galera, aqui quem vos escreve é o Lucas (Vício Primavera) e vou trazer esporadicamente um relatório/entrevista que estou fazendo, a princípio, com GUITARRISTAS da cena musical.

Faço com eles(as) um pequeno questionário que vai trazer pra vocês algumas curiosidades e aprofundamento sobre cada um.

Então, para começar, vou colocar aqui hoje esse lance que eu fiz com o NELSINHO. Comecei por ele, primeiro, porque eu amo esse cara, segundo, porque ele é FODA e, terceiro, porque eu vejo ele quase todo dia.

Então vamo lá, segue aí abaixo o RELATÓRIO/ENTREVISTA.

Nome e Idade.
Nelsinho, Neo , Neo Bearo , Tiribina... 21 aninhos.

Quando e como começou?
Eu tinha uns 15 anos e o vizinho da frente de casa tocava violão todo dia na calçada. Aí fui pedindo pra ele ir me ensinando o básico e assim fui me aprimorando gradativamente. Paixão a primeiro acorde!

Primeira Guitarra.
A primeira foi uma Tagima Strato que eu consegui à base da barganha. Troquei videogame (nintendinho) e mais algumas coisas por essa guitarra.

Nelsinho em ação no Vício Primavera

Guitarra que usa.
Uma Rocky , linha da Condor Strato. Vermelha escura com escudo preto. Com dois singles e um Humbucker na ponte.

Guitarra dos Sonhos.
SG Standard Gibson

Cor...
Cherry!!!!

Primeiro Amplificador.
Um Staner que eu nem comprei, nessa putaria de ficar um tocando na casa do outro, leva guitarra pra lá, traz ampli pra cá, acabou sobrando um Staner em casa.

Amplificador que usa.
Um Marshall 80w

Amplificador dos sonhos.
Um Marshall mesmo, só que valvulado e GIGANTESCO.

5 Bandas e 5 Guitarristas.
-Rage Against
-AC/DC
-Jorge Ben
-Pennywise
-Menteca (sem querer puxar o saco de ninguém)

-Angus Young
-Tom Morello
-Sergio Dias
-Lucio Maia
-John Frusciante

Palco e Evento que sonha tocar.
Cara, eu prefiro fazer um som num pico que só tenha brother num palquinho que caiba a banda e já era. Mas se for pra citar um palco, eu diria aquele do DVD do Pantera acho que na URSS.

Efeitos que usa.
Na busca, por enquanto. Testando alguns Distortions, Overdrives, o BIG MUFF do André (Menteca), uns Fuzz...

Efeitos Favoritos.
Um FUZZ, um COMPRESSOR e um WAH. Já era.

Defina sua pegada em no máximo 3 palavras.
PUSH POÉTICO.

Técnicas.
Feeling,improviso, escalas maior e pentatônica.

Você é guitarrista de qual banda?
VÍCIO PRIMAVERAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Groselha Fuzz

Uma festa que pode servir de exemplo pra Mogi

A ocasião era o show do Pale Sunday na Divina Comédia. Já falei aqui que achei o show fudido e que, com isso, deu pra conhecer outra banda ótima, o Alma Mater. Conversei com o pessoal da banda, adicionando um aqui outro ali em Myspaces, Orkuts e Twitters, e, na tentativa de trazer o Alma Mater pra Mogi, acabei conhecendo e conversando com o Tiago, que toca guitarra em ambas bandas de Ribeirão Preto e ainda é criador e produtor do Groselha Fuzz.

Criado em 2004, o Groselha Fuzz é uma festa itinerante dedicada à música alternativa, além de promover um coletivo de bandas.

Conhecendo esse projeto, achei bacana conversar com o Tiago sobre (é claro) a cena. Abordando, de forma geral, a cena, tendo o conhecimento que tem com o Groselha Fuzz e as bandas do coletivo. Aí a gente joga em perspectiva para Mogi e vê no que dá.


• Qual é o objetivo do Groselha Fuzz?
A intenção é abrir espaço para bandas que fazem som próprio, de qualidade e com algum diferencial.

Em Ribeirão Preto, a maioria dos bares trabalham com bandas cover ou de pop/rock convencional.

Infelizmente não há muito espaço para bandas independentes ou com proposta de som diferenciada, a Groselha Fuzz é uma das poucas opções.

Queremos incentivar o público daqui a desenvolver novas idéias, novos sons. Temos também um coletivo de bandas e um selo virtual.

• As bandas que tocam no Groselha Fuzz fazem parte do cenário indie nacional. Por que focar nessa área? Não seria mais fácil se partisse para algo mais popular?
Com certeza seria mais fácil trabalhar com algo comercial. Ainda mais no interior, onde a maioria das pessoas não sabem que existe trabalho sério no cenário indie nacional, e tratam com certo preconceito, a primeiro momento.

De qualquer forma, mesmo sendo mais difícil, a proposta sempre foi seguir na contramão desse mercado musical limitado e apresentar novas idéias musicais. Criar um público fiel, evoluir e ir mudando aos poucos as coisas por aqui.

Mas, se nesses 4 anos remamos bastante contra a maré, acho que estamos encontrando agora uma nova corrente. A cada edição aparece mais gente interessada e disposta a conhecer novas bandas, estou animado com o momento.

• Quais são as respostas do público para o Groselha Fuzz?
A resposta do público sempre foi boa. E controversa. Pois sempre misturamos estilos nas festas, colocando banda folk e outra experimental, ou uma garage e outra pop.

Gosto desse formato, acho que dá certo por aqui. Sempre sai alguém satisfeito, ou não. hehe.
Mas vejo alguns frutos sendo gerados, pessoas formando bandas indie e com vontade de tocar na GFuzz, isso é excelente!

• Como você acha que o Groselha Fuzz colabora para a cena indie regional e nacional?
A ponto de vista regional acho que colabora muito! É uma das poucas festas frequentes de rock no interior, sempre vem gente de outras cidades, é uma forma de deixar acesa a chama por aqui também. Em âmbito nacional, apesar de já ter realizado mais de 80 shows com bandas de todos os cantos do país e exterior, é um projeto que tem muito o que crescer, seja realizando festivais maiores ou firmando parcerias com coletivos distantes. Vamos chegar lá.

Mas de qualquer forma é uma boa opção para shows no interior paulista.

• Em Mogi, rola uma discussão sobre a cena indie daqui: se ela existe ou não. Você veio para cá com o Pale Sunday e conseguiu dar uma sacada no cenário. Tendo como base o Groselha Fuzz, o que você pode falar por cena indie, como ela funciona, do que ela precisa, o que a sustenta...
Sinceramente não vejo uma cena indie aqui. Imagino que seja como Mogi.

Existem alguns pontos de atividade, mas nada concreto e integrando, que venha a movimentar uma grande quantidade de shows, pessoas, selos, etc.

As coisas por aqui estão engatinhando ainda. Sou otimista pois sei que hoje é muito melhor que 4 ou 5 anos atrás. Antes não havia nada. Hoje temos algumas bandas se comunicando, como Pale Sunday, Flag Pops, Alma Mater, O Mínimo, Interstellar, Kidzilda, Berrodubio, EAL, Verbo Perfeito... temos um evento frequente que é a Groselha Fuzz e também algumas festas sazonais aqui ou ali que tocam música alternativa.

Está brotando aos poucos, a tendência é melhorar e se organizar para um dia virar uma cena de verdade.

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E aí, o que acham? Acho que podemos tomar o Groselha Fuzz como um exemplo bacana para as terras mogianas.

E, falando em terras mogianas, segue o que rola no Divina Comédia esse final de semana.



E, aqui, o que rola no Cuba Café.

Abraços a todos!

Por Zelenski, ao som de Hot Water Music

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Olá, pessoal.

Segue coisas bacanas para se fazer sabadão. No Campus VI e no Mais Brasil.

E conto que muita coisa bacana está por vir no Campus VI e no Cuba Café.

Enjoy!


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Viram uma banda nova nessas cartazes? São os caras do Bico do Corvo, indicação do nosso amigo Dan, do Cafetones. Quem curtir o som, pode dar uma conferida na entrevista que fiz com esse trio, logo abaixo. E recomendo a música Cacau, do Myspace deles.


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• Vocês da banda estão envolvidos com música desde quando? Tiveram ou têm outros projetos?
Breno: Eu comecei a tocar com 14, desde então, sempre tive bandinha com os amigos, mas comecei a tocar profissionalmente (leia-se na noite) só com 17. No começo tocava blues com um amigo em uns bares como o Red Pub, tive umas bandas de blues e rock que tocaram uma vez ou outra, o trampo de dupla era mais sério. Isso rolou até eu conhecer o Pedro, que me levou pra uma banda onde tocamos de tudo, fizemos de quermesse a casamento e baile de carnaval, tocando todos os estilos, a partir daí, eu acho q passei a trabalhar mais profissionalmente com música, de lá pra cá tivemos outros trampos de rock e pop, mas sempre banda de balada, banda de baile, tocando música pop. Banda autoral, essa é minha primeira levada a sério.

Ricardo: Comecei ainda adolescente e minha primeira banda era um Beatles Cover. Depois, com essa mesma banda, formada com um vizinho e outros amigos, comecei a explorar outras linhas do rock, tocar blues, soul, uma MPB mais na levada do funk. Toquei em outras bandas e cheguei a trabalhar com isso depois dos 18 anos. Com 23 parei com as bandas e passei a me dedicar mais a compor, como hobby mesmo. Agora voltei, "voltei pra ficar" (como cantava o Roberto), com a banda envolvida num trabalho autoral.

Pedro: Comecei a tocar com 15 anos, quando ainda morava em Espírito Santo do Pinhal (interior de São Paulo). Tocava na igreja e logo montei minha banda de garagem onde tocávamos o que queríamos. Aos 16, já atuava profissionalmente tocando em banda de baile e sertanejo. Em Mogi das Cruzes toquei com bastate gente da MPB e tenho uma banda de Pop/Rock paralela ao trabalho com o Bico.

• O som que vocês fazem é basicamente rock. Mas tem música com viola caipira. Como que é isso?

Breno: Bom, essa resposta não é exatamente objetiva (vou tentar não viajar muito). Acho que nós três temos em comum o fato de escutarmos - e gostarmos de tocar - todo tipo de música. Acho que, musicalmente, a gente pensa parecido nesse sentido. A nossa idéia é não ter vergonha de tocar o que a gente gosta. Eu cresci ouvindo rock, mas ouço muita música nordestina, regional, sertaneja, ouço hip hop, reggae, blues, funk... A idéia é tentar usar tudo isso de uma maneira que faça sentido no som que a gente faz, de uma forma mais ou menos natural. O lance da viola, por exemplo, é o seguinte: Eu tenho um tio violeiro, que tem umas 10 violas. Um dia ele apareceu com uma dessas, e eu fiquei fascinado pelo som. Enchi tanto o saco que ele me deu uma. Depois de um bom tempo me entendendo com ela, e de ouvir muito almir sater e afins, comecei a achar que eu tinha condição tirar um som legal. Quando a gente montou a banda, os caras se mostraram super abertos à idéia, e fizemos umas músicas. Bom, funciona assim pra mim! Se a música reflete isso é você que me diz!

Ricardo: Bom, acho que o Breno resumiu bem a questão. Musicalmente somos miscigenados, avessos a preconceitos musicais e abertos ao som da galera que faz música independente, honesta e autêntica. Quando criança, ouvi de tudo em casa e apesar de não tocar viola (juro que ainda aprendo rsrs) cresci curtindo os discos de música caipira do meu pai, dos clássicos (Rolando Boldrin, Alvarenga e Ranchinho, Cascatinha e Inhana), passando pelos "inovadores" (Renato Teixeira, Almir Sater, Natan Marques) até às revelações de hoje (Chico Lobo, Gabriel Sater)... Gosto do som da guitarra porque me "acelera". E gosto da viola porque o som me "eleva"...


Pedro: Tudo o que eles falaram acima é verdade... somos totalmente ecléticos. também sempre ouvi de tudo, por vir de família de músicos, então sempre teve muito jazz, salsa, bolero, samba e etc rolando em casa. E por ser do interior, a música caipira sempre esteve muito presente. Na adolescência descobri o Rock, e essa "miscelânia" de influências que tentamos passar em nossas composições.


• Como as músicas, bandas e artistas que influenciaram vocês apaercem nas músicas do Bico do Corvo?
Breno: Cara, eu e o Ricardo costumamos conversar bastante sobre isso... Na hora de compor, as influências são sempre subjetivas... Vale tudo o que a gente ouve ou já ouviu, mas teoricamente, a gente tá sempre procurando uma coisa inédita, certo? Mas a gente sempre puxa o que tem de referência pra contestar uma melodia que já existe, uma passagem mais clichê... Mas é sempre um processo.... a gente tenta trabalhar música a música sem pensar no "estilo" ou "sonoridade" da banda, até porque a gente não tem lá uma produção grande o suficiente pra falar nisso.... Por isso eu acho que as nossas músicas saem cada uma com uma cara (ou pelo menos a gente tenta)... porque na hora de arranjar com a banda, o Pedro puxa um baião dali, e o Ricardo puxa um reggae dali.... e a gente vai tentando fazer isso ficar redondo! Nessa hora as referências estão mais na mesa, a gente vai administrando... Como a gente é um trio, eu também sempre gosto de ouvir trios que eu acho legais e reparar nos arranjos, pra tentar afinar o nosso som. A nossa idéia é tentar fazer um som que estimule a gente, que seja divertido de tocar, que soe redondo e, se der, um pouquinho diferente. Acho que a gente tá traçando um caminho que tem deixado a gente empolgado.

Ricardo: Os sons, as bandas, as referências aparecem como elementos dentro das músicas... um acorde aqui, um andamento ali, uma melodia de voz... Mas é, como disse o Breno, bem subjetiva essa "apropriação" que a gente faz. Acho que toda arte é assim mesmo. É transformar. Tornar mais importante a autenticidade (colocar sua impressão digital depois de processadas todas as influências) do que a busca quixotesca pela inovação (procure na internet e você vai descobrir que, aquilo que você pensava ter criado, já tem registro em site há uma cara!).

Pedro: Nosso processo criativo é bastante simples e funcional. Os caras vêm com uma base e harmonia, melodia e letra e a gente vai arranjando conforme a canção pede. As sonoridades e influências vão pintando de forma natural, sem forçar nada.

• Tem previsão para gravação/ lançamento de CD?
Breno: Previsão não, vontade temos de sobra. Na real as coisas nesse começo aconteceram mais rápido que a gente imaginava... a gente juntou a banda em novembro... tínhamos algumas músicas debaixo do braço (principalmente o Ricardo), e fomos montando os arranjos, gravando uns ensaios pra mostrar pros amigos, pedir uns pitacos, opiniões... a intenção era gravar pra valer em junho... mas como pintou o show com o Zé no CCSP (que fizemos dia 24 de abril) resolvemos gravar essas 4 que botamos no myspace pra dar uma divulgada. Quanto a fazer CD e tal... eu pelo menos não tenho idéia, cara (Ricardo e Pedro, tão planejando alguma pelas minhas costas?)... O que eu penso agora é que a gente tem que fazer música e fazer show... pensar depois em gravar e em onde botar e o que fazer com o disco, afinal, uma gravação de baixo do braço e nada não são lá muito diferentes no mercado de hoje....

Ricardo: Bom, não há data, mas disposição não falta pra que fechemos um EP com algumas das músicas em que estamos trabalhando desde o final de 2008.

Pedro: Sinceramente..... não sei... rs

• Como é um show do Bico do Corvo?
Breno: Olha, isso é uma coisa que a gente ainda vai descobrir direito. Por enquanto rolaram alguns poucos.... Abrindo (ou fechando) pra alguém, em algum evento, ou com o Zé. O show com o Zé de Riba, que é o que fizemos no Centro Cultural, e vamos fazer (não igual, mas na mesma pegada) no Mais Brasil no dia 23, funciona assim: Em mais ou menos uma hora e meia de show, nós tocamos algumas músicas do Bico, só nos 3, mas a maior parte do repertório é das músicas do Zé. Nessas, a gente é a banda de apoio. Esse lance funciona assim: Pegamos as músicas do Zé, e fizemos nossos arranjos, tentando respeitar a interpretação que ele já fazia delas, e tentamos fazer rolar com a nossa formação. Ou seja, a gente não refaz a música, se ela é um maracatu, continua um maracatu, se é uma embolada, continua embolada, mas tivemos espaço pra botar bastante a nossa cara, porque como o CD do Zé tem muitos elementos de percussão, sopro, violão, cavaco, vocais e por aí vai, demos uma mudada legal pra encaixar no trio. O som não é exatamente rock, ficou uma pegada meio world music, tem de tudo no meio... eu pelo menos gosto! Pra quem não conhece o som do zé, tá aí: www.myspace.com/zederiba
Mas apareçam no sábado, dia 23, vai ser legal. Ninguém não gostou do show no CCSP! Haha

Ricardo: É um momento único. Seja um show mais ou menos inspirado, dependendo do dia e das condições, não rola da nossa parte essa coisa de simular um show anterior. Claro que tem um repertório, que funciona de certa forma como um roteiro do show, mas não há intenção de repetir uma dinâmica de palco, um interpretação ou uma improvisação que tenha funcionado bem num show anterior.

Pedro: Eu só sei de uma coisa: A gente se diverte horrores no palco...rs e esperamos que a galera se divirta também....

• Para vocês, o que é a música? Como vocês encaram a música na vida de vocês e na vida da cidade?
Breno: Tive que pensar bastante pra responder essa. Eu acho que música, no fundo, é a arte e a técnica de combinar os sons de maneira agradável ao ouvido (Ok, piadinha cretina). Hoje música é minha profissão. Eu sou publicitário, trabalho num selo em sampa, não como músico, faço marketing e planejamento com alguns artistas. Mas tocar guitarra sempre foi uma fonte de renda pra mim, e com o Bico não é diferente. Por enquanto a banda é mais um investimento que outra coisa, mas a gente procura ter foco e trabalhar para que a coisa vá pra frente. Quanto à vida da cidade, não sei se teria alguma coisa mais específica pra dizer... acho que Mogi é um ambiente muito fértil pra quem quer conviver com música, se você tiver a cabeça aberta e souber onde procurar, vai achar muita gente tocando música boa de todos os estilos, de samba e maracatu até heavy metal e sertanejo... É um universo musical interessante pra caramba.

Ricardo: Música, pra mim, é mais que um meio de vida... é um meio de se viver. Falo com ela, e através dela, quando quero dizer o que penso e sinto de verdade. E, em Mogi, há muita gente boa, de talento mesmo, compondo, tocando... enriquecendo a arte na cidade e, com isso, aumentando a qualidade de vida dos que moram nela.

Pedro: Eu vivo música 24h por dia. Além do Bico e da Atari, eu também dou aula de bateria, então todos os dias eu estou trabalhando com música, minha rotina se resume em dar aula, estudar música, ensaiar, fazer show... então a música é o trabalho mais prazeroso do mundo.

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Por Zelenski, ao som de Cafetones.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Entrevista com André, do estúdio Overdrive

Computador em manutenção não vai me impedir de atualizar a patota aqui. Preparei uma entrevista bacana com o André, do estúdio Overdrive e ex-Mentecapto, para saber como que estão rolando as gravações das bandas independentes de Mogi e região. Além disso, falamos das preocupações das bandas na hora de gravar, qualidade, produção e, por que não, da cena.


Vejam o que acham.

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• Você comanda o estúdio de gravação Overdrive há alguns bons anos. Mudou muita coisa nesse tempo, em relação a aparelhagem, produção, experiência e bandas?
O estúdio funciona desde setembro de 2005. Muitas coisas mudaram desde aquele tempo, mas o que mais mudou, e mudou muito, foi minha experiência com gravação, e, consequentemente, o aprimoramento e qualidade delas. Depois de muitos erros, bolas fora, bolas na trave, axézeiros, pagodeiros, funkeiros, sambistas, Metaleiros, freaks em geral, maluquices aos montes e o que mais você imaginar, a coisa acabou melhorando, devido a necessidade e prática. Posso dizer que 4 anos depois e ter começado nesse ramo, sou satisfeito com o que sai gravado daqui do estúdio, levando em conta, claro, o equipamento que tenho, que não chega a 1 % do que eu gostaria. Alguns equipamento melhores foram adquiridos, tais como microfones, pré-amps, amplis, plug-ins e algo mais. Nunca fiz curso de gravação nem nada parecido, mas tenho buscado incessantemente a melhora da qualidade, e ainda almejo gravar algo num nível Queens of the Stone Age. Sonho alto, mas vai rolar.

• Você tem noção de quantas bandas e quantos álbuns você já gravou?
Cara, pensando meio por cima, talvez já tenho gravado umas 150 bandas, e uns 100 cantores e cantoras, fora outras coisas, tipo jingles políticos, narrações, pregações, criancinhas cantando, e outras doideras.

• Você gravou vários tipos de bandas. Você sente alguma carência de produção nelas? Da figura do produtor?
Quanto à carência de produção nas bandas, acho que falta MUITA e a carência é total, porém, essa é uma discussão que engloba não só o aspecto banda e membros, mas todo o aspecto cultural atual do país em relação á musica independente. É uma conversa longa que deve ser discutida em vários pontos. Sobre o produtor,acho que em 98% das bandas, falta sim uma pessoa com mais conhecimento técnico e senso musical pra orientar a parada toda. Aqui eu acabo dando uma força pra galera que não sabe o que fazer. Geralmente, o pessoal é bem inexperiente, mas não os culpo, afinal nosso país tem uma estrutura pífia pra esse tipo de conhecimento e mercado, e acabamos todos sendo afetados por isso.

• O que as bandas que vão gravar hoje esperam da gravação? O quanto você percebe que as bandas se preocupam com a qualidade, uma boa mixagem, pré-produção, gravação, tempo e dinheiro gastos.
Ninguém tem feito pré-produção, e isso é algo que considero algo importantíssimo. Na pré-produção, você consegue transformar um CD que seria uma merda em algo maravilhoso. Nela, você corta os excessos, preenche o vazio, define a sonoridade, encurta aqui, estica ali, e agiliza tudo. Mas ninguém mais tem paciência e sabedoria pra fazer isso. A maioria se preocupa com dinheiro e tempo gastos, mas nunca saem insatisfeitos, mesmo que tenham que correr pra fazer o trampo. São poucos os que se preocupam com a qualidade total do trampo, por que realmente isso leva mais tempo e grana. Mas rolam sim trampos calcados totalmente na qualidade. Diria que uns 30 % do que gravo.

• Você acha que as bandas independentes estão se preocupando com a profissionalização de suas músicas, shows e gravações?
Preocupados estão, mas falta muito empenho da galera, muito mesmo. Falta muito mais pra tornar a música algo inovador e interessante, coisas que realmente os levariam a algum destaque e que o mercado ta pedindo afoitamente. E nesse sentido tem o lance do produtor também, né, que faz bastante falta. Quanto aos shows, é onde 99,8% das bandas mais pecam. Quase ninguém tem conseguido fazer um show profissional, e nem tem tido noção de como fazer isso. Muita gente que grava aqui mal consegue executar ao vivo o que está no CD. Tem uma série de pontos que toda banda que quer se profissionalizar deveria bater o pé com firmeza e foco pra melhorar, a começar a autocrítica. Hehehe, nisso também entra o aspecto cultural e a discussão da cena.

• Apenas para variar, então, dê sua opinião, como estúdio Overdrive, sobre a famigerada cena mogiana e toda a discussão que vem ocorrendo.
Zê, não sei o que o estúdio Overdrive teria pra falar a respeito da cena. Só diria que tive o imenso prazer de gravar várias bandas participantes do lance todo, e que ter participado de um pedaço da história delas me deixa muito feliz. O estúdio não tem muita opinião sobre a cena, mas eu tenho alguma. A respeito da cena mogiana, prefiro comentar a minha visão sobre a cena geral do país, se me permite. Cara, muita gente não gosta e não concorda quando falo isso, mas eu não acredito no Brasil. Temos bandas maravilhosas, inclusive aqui em Mogi, que considero reduto das melhores bandas, porém, o cenário independente é fraco, desorganizado, egoísta, convencido, dono-da-verdade e interesseiro, e o mainstream nem se fala né, é uma coisa de plástico, nem cabe na discussão de tão podre. E Mogi acaba entrando na roda, essa cultura zoada de anos nos afeta sem percebermos. Olha, não sei como é lá fora, Inglaterra, Estados Unidos e afins, mas no Brasil eu não acredito, até que me provem o contrário. MTV, festivais independentes, clips horríveis de madrugada, produtores incompetentes e metidos, clones e mais clones, cachês ridículos, falta de ousadia, Garotas Suecas, contatinhos forçados, orkut , bobolog, Jabalú Magalhães, cara, tô pensando tanta coisa zoada aqui pra escrever... Deixa pra lá, esse papo de cena é infinito, hehehe. Veja bem, não estou reclamando. É só parte de minha opinião, que na verdade, pouco ou nada importa.

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Aqui estão os contatos para gravação do estúdio Overdrive:
11 3427-7136 ou entrem na comunidade do orkut.

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Pessoal. Esse final de semana, no sábado, rola Tony da Gatorra, no Divina. E, no domingo, diferentemente do que eu havia mencionado aqui, não é o Hurtmold em si que toca, e sim, Rogério Martins, que é do Hurtmold. Ainda assim, foda. Logo mais, mais novidades do final de semana.

Segue cartaz.

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Por Zelenski, ao som de Deftones.