Olá, para todos.
Hoje temos duas colaborações fodas no post: Régis, do Somata, com a resenha do álbum Trovas de Amor e Escárnio, da falecida banda Motocontínuo, e Lucas, do Vício Primavera, com a segunda matérias sobre guitarristas, desta vez entrevistando o André, ex-Menteca e atual Give-me a Break.
Divirtam-se!
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Trovas de Amor e Escárnio
by Regis Vernissage

Arrisco dizer que o
Trovas de Amor e Escárnio trata-se do CD não lançado mais legal dos últimos tempos! Que fique claro aqui que o “não lançado” dito acima se refere logicamente à forma física que corresponde, no caso, ao velho e modorrento
compact disc, afinal de contas é sabido hoje em dia por todos que, com a derrocada das
majors e com a migração dos games para o formato “download”, o CD virou item de antiquário, coisa de gente velha que achava que a tecnologia digital do CD seria por tempos o melhor e mais moderno meio de se armazenar informações. Oh, doce ilusão...
Enfim, falemos sobre o
Trovas independentemente do seu formato. O gênio criador por trás desta obra atende pela graça de
Guilherme Padovani. Compositor de mão cheia, praticamente todo o conceito da obra (letras, melodias, arranjos) é de sua responsabilidade. E como talento realmente parece não faltar neste rapazola, ele armou um time da pesada para acompanhá-lo neste breve espaço de tempo que o
Motocontínuo teve para a divulgação desta obra.
Marcelo e
Rodrigo (guitarras),
Ju (teclado),
Bruno (bateria) além do próprio
Gui no baixo e vocal, foram os responsáveis por este meteoro fuzzístico chamado
Trovas de Amor e Escárnio.
No total são 15 sons e o que parece ser de uma enorme pretensão já cala logo de cara quem nada havia entendido até então.
O Lírico O Amante O Vil e O Cão,
A Dança do Acaso e Lamento e
Bang-Bang de Quinta às 21h, desde já 3 clássicos irretocáveis, são rockões foderosos que mesclam grooves, melodias quebradas, gritaria grunge, não-refrões, guitarreira fuzz, swingues tropicais, teclados oportunos e bateras soco-no-estômago. Foi bom pra você? Inclusive na
Bang-Bang os vocais são divididos com o guita
Marcelo. Extremamente foda que é a porra.
Passando a tontura da porradaria inicial, temos
Qualquer Coisa Vulgar com sua atmosfera mezzo-robertão mezzo-gainsbourg,
A Balada do Vilão Falido (genial!) e
Bem Desejar-Te O Mal – sempre presentes nas últimas apresentações do Motocontínuo – a “instrumental cantada”
7, a ácida
Doce Amargo (o teclado dá medo, na melhor referência
horror movies) e a stoner rock bate-cabeças de nome singelo
És Pintura e
Poesia.
Sem pausa para respirar, mais fuzz ácido é despejado em nossos ouvidos com a sensacional
O Bom e Velho Romance Moderno que fala sobre... bem, hehehe...
Sonata Ao Acaso revela com clareza a intenção das músicas serem gravadas todas de prima (detalhe pro diálogo no final), seguida pela grooveria noise d’
O Inimigo das Palavras, da insólita e bela
Escondido Sob o Véu de Mistérios e Símbolos, da brasilidade punk-rock da
Desapego, para então finalizar esta obra com a classe e o requinte da
Derradeira Prece.
Os sons foram gravados, pra variar, no estúdio
Overdrive do
André (ex-
Mentecapto) ainda em 2008 e a mixagem foi feita pelo próprio
Gui em seu
private-atelier.
Para os fãs mais assíduos, bitolados e histéricos, o
Gui disponibilizou ainda dois remixes “trip-hop style” de faixas do Trovas que viraram
A Dança do Lamento Ao Acaso e
Mal Desejar-Te O Bem, que cabem muito bem como bônus tracks caso o indivíduo insistir em usar aquela jurássica mídia chamada
compact disc para servir como armazenamento de áudio desta obra que já tem sua definitiva importância no que insistem em chamar por aí de cena mogiana.
Download do Trovas de Amor e Escárnio do Motocontínuo:
http://www.tramavirtual.com.br/motocontinuo
http://www.tramavirtual.com.br/motocontinuo
http://www.tramavirtual.com.br/motocontinuo
Esta banda fará muita, muita falta.
PS: [
Guimotoco mode ON] Na verdade as músicas são uma bosta, a banda é zoada, a arte é horrível, o baixista é uma mona, canta mal pra caralho, a mixagem é lixuda e eu quero é que eles vão todos se foder! Mor bosta...
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Entrevista com André
by Lucas
Bom, seguindo a diante com esse papo de entrevista, resolvi trocar uma ideia (sem acento por causa da reforma) com um cara de suma importância para a cena musical de
Mogi e
região :
André Marques. Esse cara não é só responsável pela gravação de uma porrada de banda por aí, como também é atuante na cena com bandas de peso como
MENTECAPTO e
GIVE ME A BREAK.
Bom , sem mais delongas , segue abaixo a entrevista que fiz com o André.
• Nome e Idade.
André - praticamente 27 (11 de junho)
• Quando e como começou?
Comecei em novembro de 1996, com 14 anos. Eu não pensava em tocar nada, até uma porrada chamada
RAIMUNDOS me atingiu e mudou TUDO. Lembro de ouvir pela primeira vez "
Eu quero ver o oco".
Eu nem era roqueiro, nem curtia música ainda, mas aquilo me atingiu de uma forma que não conseguiria explicar. Sem zueira, foi um orgasmo ouvir aquilo. Um mês depois, eu já tava tocando guitarra, várias músicas do
Raimundos, e totalmente imerso no mundo do Rock.
O resto é história. Até hoje tenho uma admiração monstra pelos caras, em especial pelo Rodolfo.
• Primeira Guitarra.
Uma Golden com um desenho de uma caveira. Não faço idéia o modelo, na época eu chamava
de "guitarra modelo metal"... hehehehe...
• Guitarra que usa.
To usando uma Gianinni Supersonic, modelo Jaguar, MARAVILHOSA! A guitarra não é minha, é do
Guilherme Motoco. Pois é, to sem guitarra, hehehe.....
• Guitarra dos Sonhos.
Uma Gibson Firebird vermelha com tudo original; é o sonho supremo... vai rolar em breve !
• Primeiro Amplificador.
Um Staner modelo Kute 16. Era um amplizinho de 16 watts com uma distorção boqueta.
• Amplificador que usa.
Uso um Peavey Bandit 112. Na minha opinião, é disparado o melhor ampli transistorizado. Mas é só um quebra galho.
• Amplificador dos sonhos.
Não tenho certeza, mas se pudesse escolher um, muito provavelmente seria um Mesa Boogie. Não sei qual modelo, mas talvez um dos anos 80. Preciso de um ampli que não sature.
• 5 Bandas e 5 Guitarristas.
- Iron Maiden
- The Strokes
- The Mars Volta
- Slayer
- Cacophony
- Omar Rodriguez-Lopez
- Michael Romeo
- Ritchie Blackmore
- e os melhores e mais pirados guitarristas que já existiram: Jason Becker e Marty Friedman... O que esses dois fizeram, ninguém mais faz.
• Palco e evento que sonha tocar.
Qualquer buteco podre de qualquer lugar da Europa.
• Efeitos que usa.
Em ordem :
- Afinador Behringer (porcaria)
- Tube King (dist)
- Small Stone (phaser)
- Big Muff (carniça)
- Booster Melowtone
- Delay. Falta muuuuita coisa ainda, hehehe...
• Efeitos Favoritos.
Delays diversos e inversos, Oitavador, Synthetizers da vida e Phaser locão. Mas o efeito mais foda de todos é o Big Muff. O problema é que pra ele falar de verdade, é preciso um ampli monstro pra segurar o B.O., pois o bicho é cabuloso meeeeeesmo.
• Defina sua pegada em no máximo 3 palavras.
Força, dor e Death-Metal.
• Eu disse 3 André... hehehe...
Põe Death-Metal como uma só.
• Beleza... Técnicas.
Muitos bends e riffs trava-dedo. Gosto muito de fritar e improvisar em cima de escala nenhuma, sem nenhuma ligação com nota, tempo e padrão nenhum. Geralmente sai uma droga, mas é essa a idéia.
• Você é guitarrista de qual banda?
De uma banda que ainda não tem nome, hehehe...