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domingo, 2 de maio de 2010

Bang bang!

Tiros certeiros em uma noite de despedida



Quando tudo parecia dar errado, nem tudo deu. Era noite (que, a princípio, seria tarde) de Cor-Séría e Bangs. Atrasou tudo, meu amadorismo em equipamento de som acabou acarretando em materiais faltando... mas a parceria e amizade salvaram a noite. Selo Sem Sê-lo, sem titubear, auxiliou e muito, Rafão com o rafãomóvel ajudou a buscar as coisas e montar tudo, as bandas, uma colaborou com a outra (com direito à microfone de karaokê para completar a aparelhagem).

E a noite era de despedida também. A última festa do Cuba Café, que, durante um ano, abriu uma porta para eventos diferenciados: discotecagem que não é para pista, bandas desplugadas, voz e violão autorais, saraus... é triste acabar, mas, no fundo, não acabou. Fins são começos. Novas coisas estão por vir.

O som da noite começou com o Bangs. Não havia visto-os ainda. Fiquei impressionado com a sintonia dos quatro garotos, outrora, parte deles, conhecidos como Cafetones. E para aqueles que têm Cafetones à mente ao ouvir Bangs, esqueça. A parada é outra agora. Estão numa vibe mais leve, não com menos guitarra, mas a coisa tá mais nobre e trabalhada. O som remete a bandas como OAEOZ, os vocais se completam muito bem, e o Dan, por vezes primeira voz, outras apoio, tem uma presença incrível. Como numa dupla sertaneja, que o segundo vocal entra e faz toda a diferença.

Bangs (pic by Zé Panda)

Lembro, no começo do ano, conversando com o Dan na tentativa de fazer esse Bangs-Séría, de falar que o o álbum de estreia deles sairia já no show. Infelizmente não saiu. Prometeram que em dois meses sai. Estou ansioso para ver o material.

Bangs (pic by Zé Panda)

Depois fomos nós, Cor-Séría. Já eram 21h30 quando começamos a tocar. Entre erros e acertos, foi um show bacana. Foi importante, pois foi no mesmo Cuba Café que Cor-Séría foi lançado. Íamos lá em finais de ensaio, lugar de encontro e de amigos. Musicalmente falando, não posso dizer como foi o show, mas gostamos de tocar lá.

Cor-Séría (pic by Zé Panda)

Pra falar que, mesmo sendo o último dia, lá ainda era o nosso Cuba, mesmo o Bom Coração não indo desta vez, a "querida" vizinha reclamou do barulho e chamou os fiscais. Mas não deu nada. Já tinha acabado tudo.

***

Na noite anterior, na Divina Comédia, rolou Topsy Turvy e Hierofane Púrpura, e uma apresentação do aniversariante Gui, cantando Los Hermanos e Roberto Carlos.

Topsy fez uma apresentação foda. Nunca os vi pulando tanto, abraçando, pirando... quem os conhece e sabe como e por que a banda começou, é de sentir orgulho o ponto que eles chegaram de apresentação.

Hierofante foi ímpar. Estavam felizes, pulando, esquecendo letra - o que fez o público subir ao palco para dançar e cantar também -. coisas inusitadas aconteceram e tornaram tudo uma grande festa. Muito bom.

***

Abraços a todos!
Zelenski, ao som de Ed Motta

domingo, 25 de outubro de 2009

Quando a surpresa surpreende... desculpem o pleonasmo

Seamus e a estreia de Topsyturvy agitam noite na Divina... mas quem bota pra dançar é outra banda

Já devia ser quase uma da manhã quando cheguei naquela quente sexta-feira na Divina Comédia, a já conhecida casa noturna que abre um espaço bacana para as bandas independentes de Mogi e de fora. Lá, minha velocidade diminuiu bruscamente, pois nunca vi tantos amigos e conhecidos presentes num mesmo local numa mesma noite. Andava a passos lentos para poder cumprimentar a todos. O motivo da reunião: shows do Topsyturvy e do Seamus.

“E aí, Bôe!” para cá, “Stefano, cara, beleza?” acolá, “Opa, você comparaceu!” pra todos os lados – certo, senhores Ventana? Quase passei reto sem querer pelo Geo. Há tempos estou para falar para ele e a trupe do Conte-me uma Mentira que gostei muito do CD, A viagem do Pássaro, lançado há pouco tempo também no ótimo espaço Campus VI.

Comecei a ouvir uns boatos de que rolaria uma surpresa na noite. E pensei que havia descoberto e estragado tudo: contaram-me que o Danilo, Hierofante Púrpura, tocaria teclado numa faixa do Seamus. Bacana, bacana, vamos ver.

A grande estreia do Topsyturvy em terras mogianas também abriu a noite de shows. Vamos às confissões: quando fiquei sabendo, há algumas semanas, da formação da banda - Alê e André, ambos ex-Mentecapto, Gui, ex-Motocontínuo, e Gummer, ex-Fellaccios - eu imaginei mil coisas de como seria o som deles: uma mistura de todas as bandas anteriores, talvez. Tem a ótima demo “-1”, que falei há alguns dias por aqui, mas são outros quinhentos ouvi-los ao vivo.

Vê-los se debatendo no palco, com guitarras cortantes e um Gummer endiabrado arregaçando a bateria, deixaram todos boquiabertos. As luzes dando um clima perfeito, o cabelo chanel do Gui encobrindo o rosto enquanto berrava as canções, intercalados pelo agitado Alê. Um show de rock bem completo.

Com os ouvidos amortecidos, um rápido set de discotecagem para, em seguida, entrar os rapazes do Seamus. que há muito não via um show. A última vez foi a vez do chapéu, certo Pedrinho?

“Vocês podiam tocar Brilliant Lights Brilliants Stars, hem?”, pedi, como um fã. “Pô, hoje não, mas te explico: Topsyturvy é um som pesado. Então nosso set foi feito pensando nisso, vai ter coisa pesada”, explicaram o Bôe e o Meteoro. Digo: explicado, mas não justificado. :P

Abriram com Blame e terminaram com Modern Dance. O meio disso tudo pode ser explicado em diversas palavras e termos: Rock, Régis subindo no palco, Danilo dando um peso incrível para duas canções – incluindo Modern Dance -, Danças, gritos, puta alegria, música nova... e a bagunça de sempre que gostamos muito.

Terminada Modern Dance, eu já estava com o gogó preparado para pedir Brilliant Lights, mas não deu tempo: eis que sobe ao palco, com seu bigode e figurino setentista, Giácomo, líder eterno do Fellaccios, para cantar três ótimas canções mais do que fieis à pornô-chanchada de sua banda.

“Nunca vi Fellaccios tão pesado!”, exclamou o Gui. Eis o motivo: Giácomo subiu ao palco, mas o Seamus não desceu, pois era a própria banda de apoio.

Fellaccios é o tipo de banda que você assiste a um show e consegue enxergar tudo muito claramente: qual é a proposta, qual a qualidade, o que dizem as letras e seu contexto seja hoje ou na época da Vera Fischer gritando "Diz que me ama, porra!"... e isso ocorre pois tudo é muito bem pensado e realizado. Não há ponto sem nó.

Acabadas as apresentações, saí à francesa. Como disse o Gui durante o show do Topsyturvy, foi muito bacana ver o Divina cheio outra vez, com o pessoal comparecendo pelo rock. Agora é esperar um CD cheio do Topsyturvy (fontes seguras me dizem que sairá no começo do ano que vem), o Taubaté Democracy do Seamus... e quem sabe um retorno do Fellaccios.

E aguardar o Stefano postar as fotos da noite no flickr dele.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Maquiladora e Radiophônicos

Tirando a poeira aqui do blog. A dança de Monaco, infelizmente, vai descer um pouco, mas é para dar espaço para um texto que fiz lá na Divina Comédia, logo em seguida do show da Maquiladora, no dia... dia... 11/09? Acho que foi. Animado pelo show e cerveja, algumas palavras bacanas surgiram.

Segue o texto. E prometo mais atualizações.


Dancing with myself

Somos bateristas, DJs, jornalistas, guitarristas, baixistas, produtores de opinião... mas, por diversas vezes, somos público. Única e somente público. E isso é bom demais.

“Você discoteca hoje?”, perguntou minha grande amiga Gigi. “Não, hoje não. Hoje sou público”. Todos têm o direito, por algumas vezes, de ser apenas público. E, nessa noite de Radiophônicos e Maquiladora, acreditem, isso foi um lucro em tanto.

A começar que o público não era somente eu. Mas, sim, uma penca de amigos que, por coincidência ou não, também fazem parte de bandas. Somata inteiro comparece, Bôe Seamus, Vícios Primaveras... e todos eles, assim como eu, tiveram o privilégio de serem apenas público.

A noite começou tímida, amigos se encontrando, conversas. “E aí, vai no Terra ou no Maquinaria” e afins... Mais pessoas comparecem e as conversas melhoram.

A banda que abriu a noite foi a curitibana Radiophônicos. Bom, o que dizer deles? Eles parecem respirar os anos 60/70, tanto nos cabelos, ternos, guitarras e ritmos dançantes. Os rapazes têm personalidade. Desde o rock’n roll dançante de suas músicas até nos covers de Johnny Cash, Mutantes, Yardbirds e Elvis Presley.

Esse ótimo clima parece que inspirou a todos. Assim, o DJ Alê mandou muito bem no set em seguida. Éramos amigos dançando na pista ao som do indie 00’s. Eita sensação boa.

Foi bacana também ver o DJ Edy Monster, ao nosso lado, dançando também como público. Para quem não o conhece, ele é a cabeça por trás do grande sucesso da festa Freak Nation, que também acontece na Divina Comédia.

O som na pista parou, mas não causou tristeza para os que dançavam, pois, em seguida, vieram as moças da Maquiladora. E, caramba, como sempre falo, elas parecem sempre melhor a cada show.

Elas fizeram todos dançar e pular, a gritar “LEGALZINHO!”, numa brincadeira, com direito a um quase bate-cabeça em Too Much Wine. E, vejo ao meu lado, o guitarrista do Radiophônicos, como público também, curtindo o som.

Dançamos. Dancei. Na pista, no show. Não discotequei, não toquei. Apenas assisti, participei, curti e bebi.

A Tânia, entre as músicas, dispara: “Alguém deve se perguntar: Por que ter banda? Não ganha dinheiro, não vai no Faustão...”

“Faustão, aquele gordo!”, interrompe o Bôe.

“Mas, essa baderna toda... essa baderna toda compensa!”, completa a vocalista da Maquiadora.

E eu assino embaixo. Em época que venho me questionando o tempo, como ele passa rápido, o que aprender, o que fazer, que costumes seguir, essa noite me ensinou a apenas viver, dançar, curtir. Quando formos públicos, dançar. Quando banda ou DJ, fazer dançar. As sensações sentidas serão lembradas por outros tempos e ensinaremos ao público ou às bandas, o quão bom é dançar ou fazer dançar.

Set list da Maquiladora

Abraços a todos!

domingo, 19 de julho de 2009

Os vídeos, enfim

Olá, pessoal.

Hoje tem som bacana no Campus VI, no II Holliday Rock.



E, enfim, eu subi os vídeos da semana passado, do Ventana e do Maquiladora, também no Campus VI:

Ventana


Maquiladora

domingo, 12 de julho de 2009

Guitarras soam nos ares da cidade do rock

As aventuras de Ventana e Maquiladora no Campus VI

Noite chuvosa. Isso sempre assola os eventos, com o medo de vir pouca gente. Mas, no fundo, para quem gosta de um bom som ao vivo, isso não é fator determinante para comparecer ou não nos acontecimentos.

Eram sete e meia da noite e eu cheguei no Campus VI, com os pés encharcados, guarda-chuva com goteiras molhando meu cabelo, copo de café comprado na rodoviária e a mente já direcionada para os shows que aconteceriam naquela noite de sábado: Ventana e Maquiladora.

Falei “oi” aos amigos presentes e para as Maquiladoras, que chegaram no mesmo instante em que eu. Não tardou e os amigos Ventana chegaram também. Amigos esses sempre presentes nos acontecimentos da cena mogiana. Firmeza os brothers, como diria o Linari.

Enquanto as garotas da Maquila arrumavam o palco, o Fukuda, do Ventana, veio prosear comigo: “Poxa, Z, sacanagem a gente tocar depois da Maquiladora. O pessoal vai dormir”, disse brincando, já que ele conhece o poder do som delas. “Cara, estamos falando de Maquiladora, não é? É complicado mesmo”, retruquei eu, brincando também.

Brincando mas nem tanto, por que imagino que o Fukuda foi falar com elas sobre a ordem das bandas e, assim, quem ligou os amplificadores primeiro foram os rapazes do Ventana.

Ventana

Ventana eu conheci há alguns meses, quando eles tocaram na Divina Comédia junto com o falecido Motocontínuo. Havia gostado bastante na ocasião, mas preciso dizer que o show desse sábado foi surpreendente. As guitarras pareciam mais altas, os vocais (3/4 da banda canta) mais presentes e fortes (estão ouvindo Motocontínuo, hem?) e viageiras guitarrísticas que me remete a Sonic Youth.

Ventana

Fizeram o som, agradeceram pessoas e elogiaram a cena mogiana. Isso sempre me intriga: o fato das bandas que vêm de fora gostarem tanto de Mogi. Até as bandas que sabem de todas as tretas que enfrentamos na cidade do rock, em relação a eventos, público e tudo mais, como é o caso do Seamus e La Carne, que estão sempre por aqui. Mas, ainda assim, sabendo de todos os problemas, sempre elogiam. Deve ser resultado das boas energias das pessoas e bandas que comparecem, que querem realmente consumir um bom som autoral e conhecer coisas novas.

Ventana

Terminado Ventana, sobem as garotas da Maquiladora. Enfim, inclusive, adquiri meu Parturition, que há muito vinham me prometendo.

Maquiladora

Certo, começam a tocar. É incrível como elas vêm adquirindo mais profissionalismo a cada show que passa. É notável a presença de palco da Thânia (o que me faz até esquecer que estou ansioso pelo novo álbum da Juliette Lewis, mesmo sendo produzido pelo Omar Rodrigues-Lopez), além da uniformidade que é a postura de todas as integrantes, cada qual com sua característica, mas formando um todo sintonizado. Sintonizado e agressivo.

Maquiladora

E não preciso ser redundante em dizer que o show foi foda, que teve o peso que um bom show de rock deve ter.

Maquiladora

Vazei antes das Maquilas terminarem. Fui-me, na noite chuvosa adentro, com as guitarras de Ventana e Maquiladora apitando em meu ouvido e já medindo as palavras que usaria nessa história toda.

Fui embora, mas com fotos feitas e imagens registradas em vídeo. As fotos já podem ser conferidas aqui. Os vídeos amanhã eu posto.

Abraçøs a todos.

Por Zelenski, ao som de Maquiladora.

PS: É impressão minha ou o Motocontínuo excluiu o myspace deles?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Como foi...

... a 5ª feira de quadrinho, que rolou mês passado, na loja de quadrinhos Nona Arte. Enjoy.


Não sei quem produziu o vídeo, mas está de parabéns.

Por Zelenski, ao som de New Order.

sábado, 20 de junho de 2009

Drama Beat e Give me a Break. Puramente rock.

On the rocks, é claro...

A névoa nas ruas de Mogi indicava mais uma noite gélida na cidade do rock. Mas o que esse frio cortante não indicava era o ótimo show que todos aqueles dispostos a largar seus cobertores em casa assistiriam.

Logo ao entrar no Divina Comédia, nessa madrugada de sexta para sábado, me envolvi com o calor das pessoas a da boa música que rolavam por lá. E da boa música que rolaria: era noite de show com as bandas Give me a Break e Drama Beat. Se não fosse pela presença do André como batera do Give me, seriam duas bandas com 100% de integrantes femininos. Mas fujo do lugar-comum e prometo que esse parágrafo será o único a citar isso (alguém mais aguenta clichês?).

A galera presente não era das maiores, digo quantitativamente, até me surpreendi, já que bem sei da boa aceitação de ambas bandas em Mogi. Mas, deveras. Vamos falar qualitativamente. O som deve continuar. Com pouca ou muita gente.

Quem inicia com a barulheira ao vivo é o Give me a Break. Kill de cabelo vermelho, rosa, ruivo, não sei. Fazia tempo que não a via. Saudades. Aline com camiseta do Iron Maiden e André com a do Strokes. Completando a formação, Ju, primeira estar pronta pro som começar. E começa.

"Coltraaaaaaaaaaaaaane"

Give me fez o que sabe fazer de melhor: rock. Puro, com riffs marcantes, bateria forte, Kill gritando, e gritando bem, Coltrane que o diga. Falando em dizer, “pra que a gente faz set list se não seguimos esta porra?”, revoltou-se a Kill, quando a banda trocava a ordem das músicas (ou tocava algo que estava fora do set, não sei ao certo). Num clima bacana, é claro. Sem estresse.

“Nosso próximo CD está para ser lançado e se chamará ‘Chinese Democracy’”, cutuca a Kill, em relação ao aguardado CD cheio da banda. Nós também queremos o CD, André ;-) Aposto que vai ser uma corrida louca para ver quem fará a resenha dele. Eu quero.

Strokes e Iron Maiden estampados nas camisetas de André e Aline

Terminado Give me, sobem as garotas do Drama Beat. Até então, estavam em seus cantos, quietas, aproveitando a noite e o frio incômodo do ventilador. Quietas até agora, meus amigos.

Arrumaram o que tinha que arrumar no palco e aguardaram rolar uma discotecagem, para dar tempo da galera comentar Give me, dançar, pedir mais uma breja e, bem, outras coisas.

Começa Drama Beat. Não me lembro qual foi a última vez que eu as vi tocando. No Campus VI? Acho que sim, há um ano, mais ou menos. Aparentemente elas eram as mesmas, mas não, ledo engano.

Continuavam rock, só que mais experimental. Tem guitarras mezzo blues mezzo jazz no meio, que, aposto eu, até Miles Davis quereria trocar uma ideia tomando cerveja com elas.

Drama Beat e seu rock potente e charmoso, estiloso

Foi um choque, talvez, elas virem em seguida do som agressivo do Give me, para algo mais introspectivo, mas suave, como um vinho. Isso... Give me foi a cachaça e Drama o vinho. E as duas bandas embebedaram cada um que emprestou seus ouvidos ao que se tocava. Daquelas bebederas boas, sabe, que deixa a gente feliz por feliz, com us sorriso boboca na cara.

E fizeram seu set. Um som charmoso e potente.

Drama Beat

Acabou-se. Percebi, então, que a noite continuava fria, cortante. Mas já tinha o que ir cantarolando até em casa, ir o que pensando, em meio a tantos pensamentos ruins vindos de uma rotina de trabalho da semana.

Um bom rock para curar essa dor de cabeça.


Mais fotos aqui.

Por Zelenski,
ao som de Trail of Dead

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cor-Séría e Vício Primavera no Campus VI

Olá, pessoal.

Esse final de semana rolou o show no Campus VI, do Cor-Séría e Vício Primavera. E quem fala como foi é nosso amigo Guilherme, ex-Motocontínuo. Valeu Gui, pela participação e pelas palavras.

Abraçøs a todos!

Todas as fotos você confere aqui.

*****

O que será? O que sería?
por Guilherme Padovani

Primeiro show que fui da banda, e provavelmente terceiro show da banda. Campus VI, sexta-feira fria de junho, dia 12.

Chego no bar umas 8 horas da noite, 5 pras 8, pouca gente pra me receber (me assumindo celebridade da "cena", hehehehe), no Campus apenas uns vícios e umas cores-sérias, serías? Enfim... A outra banda que tocaria amarelou, sei lá por qual motivo... E, aliás, bêbado que estou, acho que só assim consigo escrever com o senso auto-crÌtico alterado e aceitar minha péssima retórica, hehehehehehe...

Lá pras tantas, com pouca cerveja na cuca, começa o show de luzes, cores-sérias, serías! Chega desse trocadilho, né, hehehehe... Cor-Séría assume a rédea de minha atenção, e, com atmosfera "britânica" (disse nosso ilustre e sortudo Régis) me remeteu à Manchester 70's, Liverpool pro Régis, mas pra mim Manchester, hehehehee...

Cor-Séría - Foto by Michel

De socos em socos, amenos, sérios e às vezes carinhosos, Cor-Séría atordoava os adversários, quase levando-os à lona. Não sei o nome dos sons, não sei quantos sons foram tocados, só sei que me senti próximo ao KO. E, pelo ouvido desatento de quem ouviu a singela "demo" dos meninos, gravada no fervor do início da banda (que é como início de namoro), mas ainda sem saber exatamente o que viria ser, sem a maturidade e coesão de uma banda com tempo de estrada, ouvir o show de hoje foi realmente chocante... Ponto pro Cor-Séría! E dos 3 eu diria, hehehehee...

O inevitável, e diria até iminente, fim, enfim veio, com os aplausos de quem gostou e todo rebuliço tradicional de fim de show. Na minha mente, a satisfação de um bom show, a confusão de quem esperava um show morno, sério, e viu honestidade e empolgação dos músicos (cada um do seu jeito). Assim me inscrevo no fã clube do Cor-Séría, não pela admiração que tenho pelo Z, o atual heroi do rock de Mogi, mas sim por ter visto um show ótimo de uma banda que se mostra em crescimento desenfreado (carta do magic alguem lembraa? hahaha).

Em seguida, se apresentou o fabuloso Vício Primavera, divertido, animado e já mto bem falado neste blog, considerando que meu texto será publicado no blog, hehehehe...

Vício Primavera - Foto by Z

Ah, sobre Régis sortudo do início do texto, é que rolou uma rifa pra ajudar a Aline em sua trip aos States, rifa valendo uma pintura da mesma... e adivinhem quem ganhou o quadro? O próprio Ragga Muffin, vovó sortuda do caralho!!! hehehehehe...

Sem mais me despeço e agradeço o espaço, caso o tenha conquistado...

Aqui vos fala Guilherme Padovani, ex-motoco e na promessa de surpresas, ao som de Waldick Soriano cantando o rei Roberto...

Beijos!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Gui na noite de estreia dos acústicos

Estava atrasado. O dia parecia estar todo atrasado e os minutos passavam mais rápido do que de costume, só de provocação. Safado esse tempo. Enfim, quando me vi acordado, já vi que tinha que fazer toda a correria, junto com os amigos do Cuba Café, para fazer acontecer o primeiro da série de eventos com som acústico no Café.

Quem estreiaria seria o Gui, do Motocontínuo, que, tocaria na voz e violão, as músicas da sua ex-banda (ex pois, infelizmente, o Moto acabou há algum tempo).

Bacana... deixo um som rolando, vou atrás de uma grana enquanto o Elmo e meu pai vão pegar a mesa de som e potência do Campus VI. Ajuda amiga e paterna é sempre benvinda.

Chega o Gui, com a caixa de guita e... uma guita. "Não consegui o violão". Beleza, vai ser bacana mesmo assim. Afinal, estamos falando de Motocontinuo. Talvez, um Motocontínuo sem guitarra seja um show deles sem xingamento. Xingamentos de amor, como sempre, é claro.

Montamos tudo e, opa, faltava o ampli de voz. Mais uma vez salvo por amigos: a Andrea, Maquiladora, levou de carro o Lucas, Vício Primavera, até a casinha pegar o ampli que tinham.

Tudo resolvido, o Café mais cheio, o Gui começa a tocar as boas canções do Moto. Dedica-me Bang Bang de Quinta e eu, no meu canto, canto junto. Pessoas tomando café, conversando, curtindo um som ao vivo. Bonito de ver.

Dá o horário do ensaio do Cor-Séría. Os rapazes estavam lá prestigiando o Gui também. Saimos e deixamos o som rolando. O som não pode parar.

Não sei como foi depois. Sei que estou empolgado com os eventos que estão por rolar, tendo essa boa estreia com o Gui. Vamos esperar por mais sons bacanas. E eles virão.

Abaixo, algumas fotos que fiz dessa noite de sábado.





Abraços a todos,
por Zelenski, ao som de Supergrass.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Invasão Mogiana - parte 2

Chegou a segunda parte da Invasão Mogiana, escrita pelo Jorge. A primeira parte você confere aqui, feita pelo nosso amigo Régis. E a segunda logo abaixo... mais uma da série "post grande mas vale muito muito muito à pena ler". Aproveitem.

****
Leitura underground – capítulo XVVMMIX
by jorgecosta


Comentavam-se nos redutos mogianos, e outros, acreditem - da galera que nunca dorme, que faz festa com a maior facilidade, mesmo sem um puto no bolso - já há algumas semanas, que uma grande invasão consumaria-se em uma data próxima, em um lugar de boas referências.

Ansiedade pairava sobre alguns seres...

À medida que esse 15/05, do promissor 2009 eminenciava-se, planos mirabolantes eram esculpidos por amigos queridos, no intuito de garantirem a totalidade da festa anunciada.

Amanhece, 15 de maio, sexta-feira de uma semana de clima ótimo, apresenta-se mal humorada, dia típico de outono. Era uma clara provação às disposições arquitetadas pelas figuras que reservaram sua disputada agenda para celebrarem a digna/merecida sexta com seus afetos. Há de imaginar-se que um pseudo-friozinho detém esse povo do alto-tietê?

Credite à música, à façanha de ter Alê Lima acordado numa sexta, antes das 11, e já por 2 vezes ter tentado me localizar no trabalho – porra, no trabalho, sexta, antes das 9? Tá de zueira!

Com esse indício dava pra avaliar que os preparativos estavam no bom e velho estilo Brasil. Com exceção do Ragga, que sabiamente aconchegou-se na morada do amor, antecipando nossa via sacra, havia ainda detalhes a serem acertados, e o decorrer do dia prestou-se bem a isso. Telefonemas, MSN (God bless the Internet!) e mais telefonemas, foram suficientes para que a crença em um final feliz fosse estabelecida, e que alguns planos fossem rearranjados.

Tudo bem, o carro está (finalmente) em dia com os detalhes que o fazem ir e voltar, então parece que nosso plano está bem viável, e talvez possamos chegar antes que certos adjetivos façam-se notar.

Resumo da via sacra:
− 18h; see u Guaia!
− 18:30h; Bota esse case lá atrás e bora pegar o Fear!
− 19h; Onde é mesmo que fica a casa do Lê?!
− 19:30h; Rodeio com 2 objetivos já bem claros.
− 20h; Cesar... meeting com outrem saudoso “Deus Metal”, e claro que Gui-moto-doido não ia ficar de fora dessa.

Ao som do Granada! (u know it?), lotamos o poisé. Pelo excesso de contingente, última parada, estação Mogi de todas as cruzes. Ali desovamos dois meliantes que dispunham de uma carona mais perfumada e elegante, ante aos trastes que volumavam àquele veículo suspeito em seu conteúdo.

Havia nessa sexta uma palavra muito reincidente, frequentemente proclamada com olhos voltados à minha “nudez”. No meu pensamento, não havia como o calor dessa gente, que satisfaz-me chamar de amigos, acrescido ao que estava por vir, sucumbir a um ventinho sorrateiro, teimoso em colidir com nossos corpos gélidos. Realmente não havia.

Tudo certo? Falta alguma coisa? Ok, bora pro rock então, gurizada!

E assim, The Eternal, acrescido dos devidos aditivos, nos teletransportou até Barra Funda sem nenhum estresse dos que poderiam ocorrer.

Não compartilhei o saudosismo que me acometeu. A primeira coisa que me veio quando saí do carro, é que estava em um lugar bacana, com gente bacana. Cena ocorrida ali mesmo, na oportunidade que o Mentecapto pôde deixar ali sua marca, naquele instante essa marca evidenciou-se na minha percepção.

Devidamente credenciados, degraus acima, alegra-nos encontrar um pedaço da trupe, a parte mais graciosa, podemos dizer. As mais que simpáticas garotas Maquiladora, sempre esbanjadoras de sorrisos e alto-astral. Vendo essas moças ali, alegres e amigáveis, ninguém imaginaria a destruição que vossa expressão artística traria brevemente.

O pré-show com essa gente do rock é sempre mais que divertido, e assim foi. Bebericando aqui, papeando ali, não parava de “brotar” rostos conhecidos de gente que chegava de todos os cantos e cidades. Fukuda (Ventana), gente boníssima e sua trupe logo descolaram uma mesinha num canto estratégico para ver em maioria o povo da terra do caqui fazer sua arruaça.

Houvi rumores que a sequência dos shows sairia no “palitinho”. E o quê os palitos tinham a nos contar? “Que seus cérebros derreterão embalados ordenadamente dessa forma: Somata, Vício Primavera, Give-me a break!, e o apocalipse, visitar-vos-há com trilhas da Maquiladora”.

Por duas vezes, já havia deslocado meu corpo rocker até a famigerada Livraria da Esquina, e lá é um puta lugar da hora, onde você pode passar horas apreciando tudo de bom que pode haver em lugares do tipo. Mas sim, conta com peculiaridades inerentes ao nome. Livros? Escolha seu estilo, e a prateleira, puxe um banquinho, peça uma cachacinha, ou o quê lhe convier e fique à vontade. Vá lá quando puder!

Tudo pronto no palco, avista-se o trio Somático de punho de seu arsenal. Nas primeiras batidas, pego minha gelada (que não lembro o preço), e posiciono-me estrategicamente para saber o que eles tinham a nos contar.

Provável que não haja alguém tão suspeito pra falar acerca dessa banda quanto eu. Mas posso falar pela particularidade musical que possuem e que tanto me atrai. Costumo dizer que o Somata é o The Mars Volta mogiano. Sei que não houve ensaio pra esse show, e que provavelmente não haverá por um longo tempo, mas quem disse que o Somata precisa ensaiar? Quem disse que se eles ensaiarem o show sairá melhor ou pior? Aliás, são relativos os conceitos de bom ou ruim quando se fala musicalmente desses caras.

Por que a alusão aos deuses do The Mars Volta? Simples, com ambas as bandas é assim... ou você ama, ou você odeia. Felizes dos que se encontram no primeiro grupo, que podem degustar dos acordes imprevisíveis que sua sensibilidade capturará.

Uma máxima sobre esses doidos: “Não dá pra arriscar dizer que a música acabou, melhor esperar pra saber...”

Os caras fizeram o show sem novidades no repertório, mas com a mesma alegria e disposição dos n-shows que eu já pude presenciar. Há uma vitalidade notável aos integrantes da banda, notadamente quando tocam pra tantos amigos. Realmente sentem-se em casa. E assim foi o show inteiro, quem se dispôs a ver um pouco do show, certamente ficou satisfeito. Tinha uma galera ali na frente do palco curtindo, dançando e cantando as letras cabulosas democratizadas na banda. A divisão das vozes, de forma que muitas vezes há dúvida sobre quem está cantando, guitarras à vontade de Mr. Alessauro, e as baterias possantes e compassadas do Erikito são um puta diferencial dos caras. Pô, não deve ser tão difícil apreciar isso, basta parar pra ouvir. Mas cuidado, se ouvir uma vez, nunca mais parará.

O lugar não estava tão cheio quanto das outras vezes que estive por lá, mas era especial, era uma festa. Muitos amigos e uma ótima atmosfera foi o que norteou o sempre bom e divertido show do Somata.

Há rumores que a banda anda fazendo reavaliações naturais. Não há problema, qualquer formação que contiver um deles, certamente trará grandes novidades. Aguardemos...

Na sequência, teve Vício Primavera e Give-me a Break, mas sobre esses assuntos falem com meu comparsa.

Só porque eu não consigo resistir: O Vicio é a banda mais divertida e divertidora, possuidora de uma energia sem igual que já vi! Isso combina totalmente com o povo da nossa amada “Casinha”.

Lá pelas tantas da madrugada, no palco, o fenômeno... Fica pequeno pra qualquer pessoa dissertar sobre essa relíquia destruidora que se apresenta como banda, mas tentemos...
Cara, se você não viu um show da Maquiladora ainda, vou te dar uma idéia do que estás perdendo.

Banda de garotas, já ouvi algumas, já vi outras, mas com essa, seu pré-conceito muda rapidinho. Tem muita coisa com essas meninas: talento, dedicação, técnica, disciplina, sei lá o que as coloca em posição tão privilegiada quando tocam. Tudo bem, não é pra saber mesmo, é pra degustar as consecutivas pérolas que elas mandaram. Uma após outra, cada vez mais o público era abduzido e convidado a banguear, e moshar se for da sua vibe (mas desde que haja amigos para garantir a aterrissagem! rsrs [não deu pra aguentar... melhoras a nosso big friend voador]).

Teve uma semana estressante, chata, sem graça, cheia de trabalho? Venha ver um show delas, e certamente você não terá lembranças de nada disso. Na ocasião talvez você pudesse ter um pequeno hematoma no dia seguinte, mas provável que você teria lindos olhos para com o mesmo, pois ele lhe traria a lembrança de uma puta sexta-feira bem vivida, onde além do prazer de encontrar gente do bem, ainda poderia degustar um show possante, de uma energia contagiante. Energia essa que enquanto assistia as rodas e bate-cabeças que constantemente formavam-se, manifestava-se nos vários semblantes misturados ali naquela grande festa que elas tocaram para esse povo mais que demais.

Não ouvi ainda, mas os rumores sobre o CD das Maquilas já sugere que é uma boa hora para todos começarmos a barganhar uma bolachinha dessas, para que quando seus filhos vierem até você dizendo: “Deixa eu ir no show dessa banda fudida que a gente ouve falar toda hora em todo lugar?”, você possa dizer com grande satisfação em seu sorriso: “Maquiladora? Nem fudendo, apesar delas merecerem muito o que é dito sobre elas, melhor você ganhar um pouco mais de massa muscular, porque você vai enfrentar uma avalanche de energia!”

Beijos e lembrem-se: Sonic Youth é vida!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Invasão Mogiana - parte 1

Enquanto rolava o show do Cor-Séría aqui em Mogi, sexta passada, lá na Barra Funda, na Livraria da Esquina, tinha Somata, Maquiladora, Give me a Break e Vício Primavera. Já falei de como foi o Cor-Séría, agora é a vez deles falaram como foi lá. E foi assim...

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A Invasão da Indie Scene Mogiana em Sampa (ou “Let’s get crazzee”)
by Regis Vernissage


Noite fria de sexta-feira, exato meio de maio, início do declínio do outono, predizia-se algo, uma atmosfera de fato, onde mil coisas poderiam (e de fato iriam) acontecer.

Mas por onde começar?

Chegando à Livraria da Esquina, muitíssimo bem acompanhado (pela minha Fleur-Du-Jour Naandazz) já avisto na porta queridos meliantes da terra do caqui e adjacências que, pelo andar da carruagem, já articulavam um plano maligno na intenção de queimar um bom papinho ali mesmo nas redondezas daqueles quarteirões escuros e aprazíveis da Barra Funda. Findo tal break inicial, subimos na casa onde os Vícios, as Give-Me, os outros Somatas e T.O.D.A.S. as Maquilas papeavam contentes a respeito de... ham... er... do que era mesmo?

“O papinho lá fora tava bom mesmo hein!?” Disse alguém.

“Só...”

Enfim, o lugar é super cool onde você pode sentar num confortável sofá ou numa mesinha de bar ou num banquinho de chopperia, tomar uma cerveja 600ml ou um mojito ou uma sangria se preferir, abrir um exemplar das centenas de livros dispostos nas prateleiras laterais e degustar uma bela literatura a lá carte e até fumar um ciggy se for da sua índole, enquanto o som de fundo rola com o melhor do indie mundial, muita coisa nova inclusive.

Bem, após tudo devidamente acomodado no backstage (que é ‘realmente’ back-stage), minha Fleur-Du-Jour trouxe-me a informação que o sorteio havia sido feito e que seríamos os primeiros da noite. “Melhor tocar sóbrio no começo da festa que ébrio no final” foi a frase que ficou cutucando minha cuca até o final da apresentação Somática, show esse que deve ser o último em um loooongo espaço de tempo (mais detalhes sobre este fato no texto do Jorgera, tá bom?)

Completamente satisfeito, alegre, feliz da vida, recolho minhas coisas do palco pra dar espaço pro meninos do Vício Primavera que foi a segunda banda da noite. Vitor e Lucas pintam tensos, mas com largos e fofos sorrisos, Caio sempre Caio, afinal o que se dizer de Caio? Nelsinho já soltando notas soltas de sua guita e Mixel esquentando o gogó no backstage, em transe. O mais bacana foi ver que o pessoal que se distanciou do palco durante o show do Somata (talvez com certa repugnância ao tipo de som que aqueles xaropes fazem) voltou em peso para dançar loucamente aos ritmos quase regionais, de pegada true rocker e belíssimas poesias propostas pelos meninos do Vício Primavera... 22 Pães de Maçã pode ainda não tocar em nenhuma radio mainstream (apesar de seu potencial), mas já rola fácil em várias festinhas mogianas e nem precisa pagar para ver... E a homenagem ao grande Mentecapto feita por eles, citando um cover Primaverístico para Mayou? (enquanto Dear Brieba, devidamente bêbado, gritava dilaceradamente num êxtase de felicidade...) Aquilo tudo foi lindo!! E quem estava na Livraria ganhou ainda de brinde da banda uma cartilha, como se fosse um roteiro desorganizado, com as letras das músicas que seriam executadas naquela noite, very artsy inclusive... o melhor do marketing artístico garantido por uma das bandas mais bacanas e originais que existem hoje na cena.

E por falar em cena, na sequência, a banda mais subentendida da cena deu as caras. O Give-Me A Break que, por conta de sua excêntrica vocalista Marcela Kill, da guita Juzêra, da baixista Magali e do batera ensandecido André Deus Metal, fez com que as rodas de pogo se incendiassem logo em seus primeiros acordes, trazendo a piázada à loucura! O difícil é descrever em palavras o que vem a ser um show do Give-Me A Break. Barulheira intensa gritaria porrada dissonante notas tortas rolo compressor suadeira coração batendo na boca ouvidos apitantes em bemol... ou seja, demais que é a porra! Teve espaço até pra sensacional (e acelerada) cover pra Shame da maravilhosa Polly Jean Harvey... Êxtase aqui, agora na minha pessoa... Apesar de certa hora a vocalista excêntrica dizer coisas no microfone que já pareciam sem sentido (ou pela falta de senso que entrava em meus ouvidos ou pela falta de senso que saia dos meus pensamentos), o que ficou claro a partir daquele instante foi apenas uma certeza: que eu preciso logo do CDzão cheio do Give-Me A Break!

Era hora de ver Maquiladora, mas como definitivamente não possuía mais minha razão no lugar, passei a árdua tarefa para o bom e velho Jorgera relatar, creio que ele estava (ou não) em melhores condições que minha pessoa... melhor então seria ir ao banheiro lavar o rosto para repor minhas energias e retocar a maquiagem pois muita coisa iria ainda acontecer... Opa, ouça isso!! As meninas estão tocando Scenter Dog – ótima para um Stage Diving!!

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Texto fudido do Régis. Valeu mais uma vez pela colaboração, Régis. E Jorge, aguardo a parte 2.

Abraçøs a todos!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Roxa

A cor da noite do Cor-Séría no Divina Comédia

Foi marcado em cima da hora, mas tudo bem. Não haveria concordância de discurso se não aceitássemos tocar aqui em Mogi, no mesmo dia em que grande parte da trupe da cena estaria em Sampa, fazendo som também. Aceitamos tocar e estávamos ansioso até por essa noite.

Chegamos. Eu estava bem acompanhado. Dei um beijinho de tchau e fui me concentrar na montagem da bateria. Não estaria mais acompanhado até chegar os rapazes da banda, o Daniel e o Phael, junto com o nosso sempre companheiro Rafão.

Montamos o que tínhamos que montar. E fomos curtir a noite. Olhei para o lado, ao redor, vi que seria uma noite de sentimentos rolando. Sentimentos bons, ruins, frustrações e desejos entre as pessoas que ali estavam. Entre os amigos, inclusive. E, pelo que senti e vi, acho que foi isso mesmo.

Devia ser lá pela uma da manhã quando uns dez punks ou hard rockers, não sei, chegaram no Divina, em busca de diversão. Se alegraram ao ver que teria banda. Mas sabíamos que, pelo menos com a banda, a noite não seria para eles. Mas a discotecagem foi. Então ficava bom para eles, e, no ao vivo, ficava bom para nós e para os poucos amigos que compareceram.

Duas e meia da manhã subimos ao palco. Ficamos feliz pois o Rafão, que teria aula no dia seguinte, ficou até o final. Ficou para nos ver tocar. E, mesmo com uma noite tão amena, tão roxa, fizemos nosso melhor show até hoje.


Abrimos com Miragem, seguida da controvérsia Música 5, e, quase queimando todas as músicas da demo, mandamos Disso eu tenho Certeza. Num momento mais calmo e sentimental, tocamos Aliança, Um dos meus motivos não existe mais (Phael sempre fala "The Blues is Number One" nessa nossa música, mas nunca ninguém entende) e o único cover vitalício de nossa banda, Anjo Bêbado, originalmente do Silente, que traz tanto o Daniel quanto o Phael nos vocais.

Terminando com a demo Roxo, tocamos a, como dizem os caras da Trama Virtual, a nossa canção Guided By Voices, Falaz, seguido da tensa Atropa Belladonna. Para finalizar o show, tocamos duas músicas novas: Obsoleto, música calma e sem bateria, e Figurante, a mais feeling, pra deixar com gosto de quero mais. Pelo menos pra gente, que nos deixa com vontade de tocar mais.


Terminada a nossa noite, acompanho os rapazes até o ponto de ônibus. Ao retornar, indo pra casa, passo em frente do Divina e vejo chegando de Sampa o Alê, do Somata, com o braço quebrado e o Gui, ex-Motocontínuo. Depois chegam o Jorge e o Erik. Parece que foram intensos os shows lá. E, então, eu pergunto: quem vai me contar as cores que por lá circularam?

por Zelenski, ao som de Pale Sunday

domingo, 10 de maio de 2009

Tesão por tocar

Shows das bandas Refluxo, Conte-me uma Mentira e Os Flutuantes

Olá, pessoal.

Começo logo a faladeira dando uma boa notícia: o Campus VI vai voltar a fazer som mesmo, com mais frequência, e envolvendo mais bandas. Vamos começar a patota toda a partir de junho, com um show do Cor-Séría, Somata, Vício Primavera e mais uma banda que eu ainda não sei qual é. E começaremos com estilo, já que o show será também para dar uma força para nossa amiga Aline ir expor sua arte lá pra fora.

Conto também sobre o Cuba Café. Estou conversando com frequência com o Rogério sobre ter pockets shows lá. Ter mais e nesse formato mesmo, pocket, acústico e afins. Provavelmente, o primeiro dessa leva será o show acústico do Cor-Séría com o Colettive. Queremos que mais bandas se prontifiquem a adaptar seus shows nesse formato para o Cuba. Será um diferencial em tanto. Que acham?

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De todas as coisas bacanas que aconteceram nesse final de semana, poderei falar com propriedade apenas dos shows que rolaram do Divina Comédia, no sábado à noite. As bandas da vez eram Refluxo, de Sampa, Conte-me uma Mentira e Os Flutuantes, do Sul.

Cheguei no Divina era mais de meia noite já. Quando entrei, o palco já estava montado e com muito pedais à mostra e um notebook. "Os caras têm uma pegada eletrônica", me disse o Alê Giácomo sobre o Refluxo. Bacana, bacana, vamos ver qual é a deles.

Pedais e note do Refluxo

Peguei minhas cervejas e fui papear com os amigos presentes, até a hora do início do show. Obviamente, com o palco montado, a primeira da noite seria o próprio Refluxo. Enquanto ainda proseava, o guitarrista subiu ao palco. "Não precisamos ir pra lá agora, só o guitarrista está no palco", pensei. Mas, mal sabia que, desta forma, metade da banda já estava no palco. Isso, a banda era uma dupla.

Garota no baixo, rapaz na guitarra, ambos nos vocais. O rapaz quem comandava a bateria eletrônica, pelos seus pedais e note. E fizeram um dos sons mais potentes que eu ouvi nos últimos tempos. O Phael, do Cor-Séría, deu uma boa definição a eles: "É Sonic Youth misturado com Postal Service". E eu concordei.

Refluxo

Muito barulho, muita guitarra, distorções irreconhecíveis e inéditas para mim, vocais masculinos e femininos intercalados. Me rendi ao som e entrei em transe. Refluxo. Vamos chamá-los mais vezes para tocar em Mogi, por favor.

Refluxo

Em seguida, foram nossos amigos do Conte-me uma Mentira. Não tenho muito o que falar e o que eu falar, será suspeito, pois sou fã da banda desde sempre. Eles são uma das poucas bandas que conheço que têm influência de Fugazi de forma clara. E isso é do caralho.

Aí fiquei matutando o que poderia falar de novo sobre eles. E, observando o bom show deles da noite, percebi algo que não havia visto antes: como cada instrumento, em todas as músicas, tem uma mesma importância e como um completa o outro de forma única. E tudo isso, torna-os uma das bandas mais estilosas e rock'n roll que conheço. O Diego, ex-Dielo e ex-G.A.T., comentou comigo "As bandas de Mogi não devem nada às bandas de outras cidades e capitais". E concordei de novo.

Conte-me uma Mentira

Para fechar a noite, os rapazes simpatissíssimos do Os Flutuantes. A casa não estava tão cheia quanto a noite merecia. Mas, para eles, estava tudo bem, estavam curtindo o lugar, as pessoas, as cervejas e jurupingas. Logo que os vi, papeando (eles puxaram assunto comigo do nada: "Tu é paulista, não é?"), vi que eles estavam em casa, à vontade.

Lá pelas 3h30, 4h, começaram a tocar. Rock. Muito rock. Influências como Beatles, Jimmi Hendrix e muito Roberto Carlos foram mais do que notáveis. Até mesmo por que, eles tocaram algumas covers, incluindo música dos rapazes do Liverpol e desse deus da guitarra.

Os Flutuantes

E eles não queriam parar de tocar. Estavam curtindo muito tudo isso. Prazer por tocar. Ficavam pedindo para o Alê: "Patrão, podemos tocar mais uma? Uma não, mais duas?". E foi. Com muita guitarra, muito rock. Deu gosto de ver. Temos que aprender um pouco com isso.

Os Flutuantes (ainda acho que o batera parece o Dustin Hoffman, em A Primeira Noite de um Homem)

A noite acaba. O som acaba. Mas nas próximas semanas tem mais. E quero trazer mais novidades. Estou aprontando algumas coisas, que em algumas semanas já devem dar resultado (podcast, videocast, zine, coluna em jornal). Mas aí a gente vai se falando. E vai fazendo barulho.

Quero agradecer as pessoas que estão se prontificando em ajudar o blog. Em especial o Régis, o André e o Boê. Vou passar mais coisas para vocês, hem, rapazes.

É isso.

Abraçøs a todos.

Por Zelenski, ao som de Sleepercar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Polite e Trator-Caveira

O rock vive

Dia 12 desse mês rolou um show no Divina que há muito não acontecia: Polite. A banda já faz parte há um bom tempo da cena rock mogiana, tanto como banda como seus integrantes, que são o Tiago, Fabião (ambos Contraponto) e Pilão.

Polite

Em questão de público, o evento estava bem fraco. Pouquíssimas pessoas sairam de seus aconchegantes lares para ir enfrentar um bom rock. E quando digo bom, é por que realmente é bom, e quem já viu um show do Polite sabe do que estou falando.

Lembram-se quando eu falei que fiquei feliz por ainda ter bandas de hardcore de qualidade? Então, tive uma sensação muito parecida ao ver Polite tocar novamente, pois eles possuem fortes influências de bandas dos anos 90, que não se veem mais hoje com a mesma frequência, como Promise Ring, Pavement, Sunny Day Real Estate, The Thrills e Superchunk.

Quem não foi, perdeu um showzaço, que sei lá quando terá outro (espero que muito em breve).

Quem dividiu o palco com eles nessa tarde fria de domingo foi o hardcore de sotaque castelhano Trator-Cavera. Potente. Como todo bom hardcore.

Trator-Cavera

Mais fotos de Polite e Trator-Cavera aqui.

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Antes tarde do que nunca, segue a programação do Divina Comédia para esse final de semana:



No newsletter que recebo do Divina, veio a ótima notícia que sábado, dia 02/05, rola Tony da Gatorra (\o/) e no domingo, 03/05, tem Hurtmold.

Só coisa boa.

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Falando em hardcore, no dia 16/05, tem show no Campus VI, com as bandas Ventura, Advance, Revenge Life, Mars Plastic e No Choice, a partir das 15h. Até o dia do show, falo mais sobre esse dia.

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E, pra finalizar, aviso que a loja de quadrinhos Nona Arte, de meu amigo Tiago, do Dielo, vai ter um stand no Animatsuri, evento que rola nos dias 30 e 31 de maio, lá no Bunkyo. Mais informações, no site do evento.


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É isso. Bons sons a todos.

por Zelenski, ao som de Superchunk.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Base Difusora Expansiva

No dia 11 deste mês, rolou um show bem bacana no Cuba Café. Era o projeto BDE (Base Difusora Expansiva), que é formado pelo Pilão, Leo Horse e o Akauã, que, em especial, nesse primeiro show, contou com as participações do Tiago (Polite/Contraponto) e Geo (Conte-me uma mentira).

O lance é bem legal. Experimentalismo puro, com muito improviso, o que testa bastante a boa sintonia dos integrantes, com coisas que remetem ao jazz, dub, blues e rock.

Confira abaixo um pouco da apresentação e uma rápida entrevista com o Leo Horse, sobre esse projeto.



Vale parabenizar o Cuba por esses pockets shows que vêm rolando. É bem condizente com a proposta do lugar e com a necessidade de cultura alternativa em Mogi das Cruzes. É bom que tenhamos cada vez mais.


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Falando em Cuba, olhem o que rola esse sexta lá:

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Dia desses eu visitei o espaço do Contraponto na Trama Virtual e vi umas músicas que não são do álbum Admirável Mundo Novo. Alguém sabe me dizer se são novas ou antigas essas (ótimas) músicas?

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por Zelenski, ao som de Wilco.