segunda-feira, 18 de maio de 2009

Roxa

A cor da noite do Cor-Séría no Divina Comédia

Foi marcado em cima da hora, mas tudo bem. Não haveria concordância de discurso se não aceitássemos tocar aqui em Mogi, no mesmo dia em que grande parte da trupe da cena estaria em Sampa, fazendo som também. Aceitamos tocar e estávamos ansioso até por essa noite.

Chegamos. Eu estava bem acompanhado. Dei um beijinho de tchau e fui me concentrar na montagem da bateria. Não estaria mais acompanhado até chegar os rapazes da banda, o Daniel e o Phael, junto com o nosso sempre companheiro Rafão.

Montamos o que tínhamos que montar. E fomos curtir a noite. Olhei para o lado, ao redor, vi que seria uma noite de sentimentos rolando. Sentimentos bons, ruins, frustrações e desejos entre as pessoas que ali estavam. Entre os amigos, inclusive. E, pelo que senti e vi, acho que foi isso mesmo.

Devia ser lá pela uma da manhã quando uns dez punks ou hard rockers, não sei, chegaram no Divina, em busca de diversão. Se alegraram ao ver que teria banda. Mas sabíamos que, pelo menos com a banda, a noite não seria para eles. Mas a discotecagem foi. Então ficava bom para eles, e, no ao vivo, ficava bom para nós e para os poucos amigos que compareceram.

Duas e meia da manhã subimos ao palco. Ficamos feliz pois o Rafão, que teria aula no dia seguinte, ficou até o final. Ficou para nos ver tocar. E, mesmo com uma noite tão amena, tão roxa, fizemos nosso melhor show até hoje.


Abrimos com Miragem, seguida da controvérsia Música 5, e, quase queimando todas as músicas da demo, mandamos Disso eu tenho Certeza. Num momento mais calmo e sentimental, tocamos Aliança, Um dos meus motivos não existe mais (Phael sempre fala "The Blues is Number One" nessa nossa música, mas nunca ninguém entende) e o único cover vitalício de nossa banda, Anjo Bêbado, originalmente do Silente, que traz tanto o Daniel quanto o Phael nos vocais.

Terminando com a demo Roxo, tocamos a, como dizem os caras da Trama Virtual, a nossa canção Guided By Voices, Falaz, seguido da tensa Atropa Belladonna. Para finalizar o show, tocamos duas músicas novas: Obsoleto, música calma e sem bateria, e Figurante, a mais feeling, pra deixar com gosto de quero mais. Pelo menos pra gente, que nos deixa com vontade de tocar mais.


Terminada a nossa noite, acompanho os rapazes até o ponto de ônibus. Ao retornar, indo pra casa, passo em frente do Divina e vejo chegando de Sampa o Alê, do Somata, com o braço quebrado e o Gui, ex-Motocontínuo. Depois chegam o Jorge e o Erik. Parece que foram intensos os shows lá. E, então, eu pergunto: quem vai me contar as cores que por lá circularam?

por Zelenski, ao som de Pale Sunday

5 comentários:

Regis Vernissage disse...

gosto muito da cor roxa!!
e pelos sons tocados, tenho certeza que na divina foi muito divertido!!
pena que não tocaremos juntos no dia dos namorados (culpa do Alê! rs) mas estaremos no Campus com certeza!
e o texto da livraria chegará na sequência, jovem...
abs

Ema Bovary disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Eduarda disse...

Eu perguntei para uma pessoa na Livraria se ela já tinha conteúdo suficiente para escrever o texto pro seu blog Z, e sabe qual foi a resposta?
"Tenho conteúdo o suficiente para escrever um livro!"
hehehehehe


Aguarde...

Nelsinho disse...

Opa....deve ter sido bão tamêm no Divina! Livraria da Esquina foi absurdo, essa galera é fantástica!!!
Té mais...
Abraço

L U Z ! ! !

Christian Camilo disse...

rapaz,bem legal o blog
aqui é o chris, o guitarrista do instiga.
abração