quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A vez da voz e violão

Não sei se só eu estou sentindo isso, mas parece que o rock mogiano tirou uma pausa para descanso. O II Holliday Rock está chegando aos últimos shows, bandas acabaram e, com isso, algumas outras surgiram, porém, sem fazer o número de shows que as veteranas faziam, entre outros fatores...

Com isso tudo, está abrindo uma nova área da cena, até então pouco explorada: o show só com voz e violão. Diversas figuras do rock estão adeptas, agora, dessas apresentações, como o Régis, Erik e Alê (os três Somatas) e o Gui, ex-Motocontínuo e atual Padovani's Death, por exemplo. Quem tem aberto as portas para o som desse pessoal, principalmente, tem sido o bar Sambuca e o Campus VI (há uns meses rolava no Divina Comédia, com o DiQuinta).

E são apresentações diferentes das que se encontramos em barzinhos de MPB. Tenho absolutamente nada contra os artistas que possuem em seus repertórios Djavan, Elis, Chico, Vinícius e outros nomes da Música Popular Brasileira (seja lá o que isso signifique).

Mas, o que falo aqui é de alternatividade, e não de mais-do-mesmo ou apenas música ambiente. É muito bacana ir a um bar, com um clima legal, bebidas com preços acessíveis (e opções de drinques e rangos) e rolando um som voz e violão, com músicas do Radiohead, REM, Dinosaur Jr (certo, Régis? rs) e Jeff Buckley.

Régis, ontem, no Sambuca

A barulheira fica de lado. Mas a atitude é a mesma ainda.

Por Zelenski, ao som de Mew

12 comentários:

Por Cris Tavelin disse...

Ae Regis, vê se coloca um Dylan o repertório, hein? :)

guimotoco disse...

música e dinheiro não combinam mto né, buscamos alternativas pra tirar um trocado fazendo oq mais gostamos, tocar...
quem colar no Sambuca numa quarta (Régis), quinta(Alê), sexta(Erik), ou sábado(Eu) certamente vai ter música boa, diversão e cerveja barata ;)

Regis Vernissage disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Regis Vernissage disse...

mogi (como também várias outras cidades) possui pelo menos uma meia dúzia de barzinhos onde se ouve sempre o mesmo djavan maletinha de sempre (nada contra, mas só rola isso)... pq não então tocarmos secos & molhados, casa das máquinas, mutantes e tantos outros b-sides da nossa querida mpb (seja lá o que isso signifique [2])?

quer ouvir rock radiofônico ou coisas diferentes dos anos 90? obscuros dos 80? psicodélicos dos 70? beatles rearranjados? novo rock dos 2000? bregas eternos? já tem opção de quarta a sábado no sambuca...

já que o espaço está aberto, continuaremos explorando-o pra sair daquela mesmice preguiçosa que assola os barzinhos emepebísticos locais...

Naandazz disse...

Bom, dinheiro e música não combinam, certo?
Errado, combinam sim, mas aqui no brasil pela renda da população, impostos a pagar e o jeitinho q em tudo se não parecem não andarem insterligados, mas é um meio de se ver as coisas!!!

Anônimo disse...

pausa para descanso? acho que é só vc que está pensando isso... pois rolaram muitos bons shows na cidade do caqui nos últimos tempos, além de diversos shows fora de mogi, mas com bandas mogianas.

a coisa continua "pegando".

Banda acabaram, mas tudo não se resumia a apenas elas. Não é dificil perceber isso.

acho que o pessoal só exerga ou assiste aquilo que quer ver.

mas...

Saudemos o cover ALTERNATIVO!

e é claro... saudemos o ostracismo.

beijos

Zelenski disse...

Ah sim, claro, os sons não pararam.

Bem sei dos bons sons que rolaram, fui em alguns deixei de ir em outros. Mas é, pelo menos para mim, perceptível que a frequência de shows tem diminuido.

Campus VI agitou o Holliday Rock, que durou esse mês de férias da faculdade, mas veio de um período sem shows. Espero que continue tendo, pois é um ótimo pico. O Divina deu uma diminuida também, antes era toda semana banda, por vezes sábado e domingo. O Cuba não tá podendo rolar som alto. Nesse sentido que quis dizer. Peguei diversas fases da cena, não todas, mas creio que agora seja uma fase nova.

Abraçøs!

GiGi disse...

Frequentadora dos bares citados, digo com convicção que:
Opinião I
A mim é prazeroso estar sentada com amigos e ouvindo um BOM cover, BEM tocado e BEM cantado, de bandas que NÃO se ouvem tocar em barzinhos por aí... qual o problema com o cover, pessoa-anônima? O cover é ótimo, beibe, pra relembrar suas origens musicais e celebrá-las enfim.
*
Opinião II
Continuem tocando sempre, meninos {Régis, Erik, Alê e Gui}, seja som próprio, ou daqueles que, na música, influenciaram vocês. O mais importante é celebrar a música.

é isso. =)

André disse...

Que a cidade deu uma caída monstra em termos de shows isso é inegável.

Há várias é ótimas bandas que continuam na ativa tocando e movimentando, com certeza, mas a parada pra descanso da cidade de Mogi das Cruzes é um fato !

O cheiro de uma nova fase da música autoral em Mogi está sutilmente aumentando. Sutilmente.

E o fato dos queridos citados estarem tocando covers bacanas por ai, não passa de uma maneira de ganhar um troquinho e se divertir de leve. Realmente é uma parada bacaninha, nada além disso, e os 4 têm consciência disso.

Mogi e suas várias fases... seus altos e baixos...

Esses dias passei em frente ao Vaca Louca e a fila pra entrar chegava até o Habib´s ( !!!!!!!).

Pois é .... falar mais o que ???

There comes the ANÔNIMO again, hahaha!!!

Regis Vernissage disse...

there here she goes...
e se bobear, a gente toca velvet underground fase white light/white heat ou, se preferir, my bloody valentine fase loveless...
ou vc quer primus, my name is mud?
portishead, aquela musica the rip, que o radiohead coverizou?
os grandes e os pequenos, todos eles são capazes de formar opinião, sacou?

Nelsinho disse...

É isso aew meninos, continuem se divertindo e ganhando um troquinho, e eu continuo indo ao Sambuca pra ver vcs e ouvir seus sons!
Grande abraço!

L U Z ! ! !

eddi disse...

barzinho, mpb, cover..o que é mpb? isso é relevante? parabéns pra quem faz a correria, com verdade em suas atitudes, sei lá..abraços.